Scanner, mouse e microfone entram. Monitor, impressora e caixa de som saem. A pegadinha da banca nunca está nesses seis, e sim nos aparelhos que fazem as duas coisas ao mesmo tempo.
Dispositivos de entrada são os que levam dados do usuário para o computador, como teclado, mouse e scanner. Dispositivos de saída são os que devolvem a informação já processada, como monitor, impressora e caixa de som. Quando o mesmo aparelho cumpre as duas funções, ele é classificado como híbrido, ou dispositivo de entrada e saída.

Atualizado em 9 de outubro de 2026.
O que você vai encontrar aqui:
- O que são dispositivos de entrada e saída?
- Dispositivos de entrada: os que a banca mais cobra.
- Dispositivos de saída: o caminho de volta da informação.
- Híbridos e armazenamento: onde a prova derruba candidato.
- Como as bancas cobram dispositivos de entrada e saída?
- Erros mais comuns nessa questão.
- Resumo para revisar na véspera.
- Perguntas frequentes:
- Como transformar isso em acerto na prova?
O que são dispositivos de entrada e saída?
Dispositivos de entrada e saída, também chamados de periféricos, são os equipamentos que ficam fora da unidade central de processamento e servem de ponte entre a pessoa e a máquina. A classificação segue o sentido do dado: se ele viaja do mundo externo para dentro do computador, o aparelho é de entrada; se viaja de dentro para fora, é de saída.
Essa definição parece boba até a hora da prova. O examinador não pergunta o que é um teclado, ele pergunta se a tela sensível ao toque é entrada, saída ou as duas, e aí a lista decorada não resolve. O que resolve é o teste do sentido do dado, aplicado aparelho por aparelho.
Vale guardar a diferença entre periférico e componente interno, porque a banca mistura os dois na mesma alternativa. Processador, memória RAM e placa-mãe não são periféricos, pertencem ao conjunto que estudamos em hardware e software. Periférico é o que se conecta a esse conjunto.
Dispositivos de entrada: os que a banca mais cobra.
Dispositivo de entrada é todo aparelho que captura uma informação do ambiente e a converte em dado que o computador entende. São eles que a questão usa como alternativa correta na maioria das provas de nível fundamental e de nível médio.
Teclado, mouse e os periféricos de apontamento.
O teclado converte a pressão de uma tecla em código. O mouse, o touchpad e a mesa digitalizadora convertem movimento em coordenada na tela. Todos são de entrada pura, mesmo quando trazem luz, som ou vibração: o LED de um teclado não transforma o aparelho em dispositivo de saída, porque não entrega informação processada ao usuário.
Atenção ao caso do teclado com visor. Alguns modelos exibem a hora ou o nome do perfil ativo em um pequeno display. Nesse caso específico há saída de informação, e um examinador rigoroso pode tratar o conjunto como híbrido. Quando o enunciado não descreve o visor, responda entrada.
Scanner, leitor biométrico e câmera.
O scanner digitaliza uma imagem física e manda o arquivo para o computador. A leitor biométrico faz o mesmo com a impressão digital, e a webcam, com a imagem em movimento. Repare que todos capturam algo que existe no mundo real, e é justamente esse verbo, capturar, que marca a entrada.
A leitor de código de barras do caixa de supermercado e o leitor de cartão com chip seguem a mesma lógica. Já os terminais de autoatendimento bancário são outra história, porque imprimem comprovante, e sobre eles falamos na seção dos híbridos.
Microfone, joystick e sensores.
O microfone transforma onda sonora em sinal digital. O joystick e o volante de jogo transformam movimento em comando. Sensores de presença, de temperatura e de batimento cardíaco em relógios inteligentes entregam leitura ao sistema, e por isso entram na mesma categoria.
Um detalhe que a banca gosta: o fone de ouvido com microfone acoplado, o famoso headset, é um aparelho único que faz entrada pelo microfone e saída pelo fone. Ele é híbrido, e marcar apenas saída custa a questão.
Dispositivos de saída: o caminho de volta da informação.
Dispositivo de saída é o que recebe o dado já processado e o apresenta ao usuário em forma de imagem, som, texto impresso ou movimento. A informação sai do computador e não volta.
Monitor, projetor e televisor exibem imagem e nada capturam, logo são de saída pura. O monitor comum entra nessa lista com tranquilidade. O monitor sensível ao toque, não: ele vira híbrido, porque o toque é entrada. O enunciado precisa deixar claro se a tela é sensível ao toque, e quando deixa, essa é a resposta que a banca quer.
Impressora, plotter e impressora 3D.
A impressora recebe o arquivo e devolve papel. A plotter faz o mesmo em formato grande, usada em planta de engenharia. A impressora 3D entrega objeto em volume, e continua sendo saída, porque nada do mundo físico entra nela como dado.
A multifuncional é o oposto, e a prova adora: ela imprime, o que é saída, e digitaliza, o que é entrada. Portanto, é híbrida.
Caixa de som, fone e atuadores.
Caixa de som e fone de ouvido convertem sinal digital em onda sonora, saída clássica. Motores de impressora braille, mesas vibratórias e linhas braille de tecnologia assistiva também entregam informação processada, em formato tátil. A Lei Brasileira de Inclusão trata esses equipamentos como tecnologia assistiva, e a prova de informática às vezes cruza o tema com legislação.
Híbridos e armazenamento: onde a prova derruba candidato.
Dispositivo híbrido é aquele que faz entrada e saída no mesmo equipamento. A regra prática é simples: se o dado consegue ir e voltar pelo mesmo aparelho, ele é de entrada e saída.
Essa é a lista que vale decorar, porque é dela que saem as pegadinhas:
- Multifuncional: imprime e digitaliza.
- Tela sensível ao toque: exibe e recebe comando.
- Headset: fone mais microfone no mesmo corpo.
- Modem e placa de rede: enviam e recebem pacotes, assunto que aprofundamos em redes de computadores.
- Pendrive, HD externo e cartão de memória: o computador grava e lê neles.
- Gravador de disco: grava a mídia e também lê o conteúdo dela.
- Terminal de autoatendimento: recebe o toque e imprime o comprovante.
A dúvida mais frequente mora no pendrive. Muita gente aprendeu que ele é dispositivo de armazenamento, e está certo, mas as duas classificações convivem: quanto à função, é armazenamento; quanto ao sentido do dado, é entrada e saída. Quando a alternativa oferece as duas opções, leia o que o enunciado pediu.
Vale lembrar que armazenamento em servidor remoto segue a mesma lógica de ida e volta, tema que destrinchamos em computação em nuvem. E a área temporária onde o sistema guarda o que você copiou é outro clássico, explicado em área de transferência.
Como as bancas cobram dispositivos de entrada e saída?
A cobrança aparece de quatro formas: classificação direta de um aparelho, item de certo ou errado sobre um híbrido, associação de colunas e enunciado situacional descrevendo um escritório. A tabela abaixo organiza o que cai em cada formato.
| Formato da questão | O que a banca pede | Onde o candidato erra |
|---|---|---|
| Classificação direta | Apontar se o aparelho é entrada, saída ou ambos | Confundir periférico com componente interno |
| Certo ou errado | Julgar uma afirmação sobre um único aparelho | Marcar saída para multifuncional e tela de toque |
| Associação de colunas | Ligar aparelhos às categorias corretas | Esquecer que pendrive é entrada e saída |
| Enunciado situacional | Identificar o periférico adequado a uma tarefa | Ler rápido e ignorar o detalhe do toque na tela |
Exercício resolvido no estilo das bancas.
Leia o item a seguir, escrito no formato de certo ou errado que as bancas usam em prova objetiva de informática: "A impressora multifuncional é classificada exclusivamente como dispositivo de saída, pois sua função principal é a impressão de documentos".
O gabarito é errado. A palavra que derruba o item é "exclusivamente". A multifuncional imprime, o que caracteriza saída, e digitaliza documentos, o que caracteriza entrada. Função principal não altera a classificação técnica, e o examinador usa esse advérbio justamente para testar se o candidato confunde uso corriqueiro com definição.
Repare na técnica: em item de certo ou errado, palavras como exclusivamente, apenas, somente e sempre restringem a afirmação e costumam torná-la falsa. Treinar esse olhar vale mais que decorar listas, e é o tipo de leitura que se desenvolve resolvendo questão atrás de questão no banco de questões.
Erros mais comuns nessa questão.
Cinco deslizes respondem pela maioria das perdas nesse assunto:
- Classificar o pendrive só como armazenamento quando a questão pergunta pelo sentido do dado.
- Chamar a tela sensível ao toque de dispositivo de saída, ignorando o toque.
- Tratar memória RAM e processador como periféricos.
- Marcar o headset como saída, esquecendo o microfone embutido.
- Deixar passar os restritivos "apenas" e "exclusivamente" em item de certo ou errado.
Nenhum desses erros vem de falta de conhecimento técnico. Vêm de leitura apressada, o que significa que são corrigíveis com método. Resolver o assunto em bloco, trinta itens seguidos só de periféricos, cria o reflexo que a prova exige.
Resumo para revisar na véspera.
Guarde esta tabela para a última leitura antes da prova:
| Categoria | Regra | Exemplos seguros |
|---|---|---|
| Entrada | Captura dado do mundo e envia ao computador | Teclado, mouse, scanner, microfone, webcam, leitor biométrico |
| Saída | Apresenta o dado já processado ao usuário | Monitor comum, impressora, plotter, caixa de som, projetor |
| Entrada e saída | Faz as duas funções no mesmo aparelho | Multifuncional, tela de toque, headset, modem, pendrive |
| Fora da classificação | Fica dentro do gabinete e processa ou guarda em tempo real | Processador, memória RAM, placa-mãe |
Quem está montando a base de informática do zero ganha tempo lendo antes o panorama de informática para concurso e depois descendo para os temas vizinhos: navegadores de internet, internet, intranet e extranet, segurança da informação, tipos de backup e tipos de malware.
Se o seu edital cobra pacote de escritório junto, a sequência natural depois dos periféricos é Word, Excel e LibreOffice, porque muitas bancas cobram a versão livre em vez da paga. Para quem vai enfrentar prova de órgão que trata dado pessoal, a LGPD também costuma aparecer no mesmo bloco.
Perguntas frequentes:
O pendrive é dispositivo de entrada ou de saída?
O pendrive é dispositivo de entrada e saída. O computador grava arquivos nele, o que configura saída de dados, e lê arquivos dele, o que configura entrada. Quando a questão pergunta pela função do equipamento, a resposta muda para armazenamento, então leia com atenção o que o enunciado pediu.
A tela sensível ao toque é entrada ou saída?
É um dispositivo híbrido. Ela exibe a imagem processada, função de saída, e recebe o comando do dedo do usuário, função de entrada. Um monitor comum, sem toque, é saída pura, e essa distinção é a pegadinha mais frequente do assunto.
Memória RAM é um dispositivo de entrada e saída?
Não é. A memória RAM é componente interno, instalada na placa-mãe, e não funciona como ponte entre o usuário e a máquina. Periférico é o que se conecta ao computador por fora, mesmo que fique dentro do gabinete, como o gravador de disco.
Como saber rápido se um aparelho é de entrada ou de saída?
Pergunte para onde o dado está indo. Se a informação nasce no mundo físico e vira dado no computador, é entrada. Se nasce como dado processado e chega aos seus olhos, ouvidos ou mãos, é saída. Se as duas coisas acontecem no mesmo aparelho, é entrada e saída.
Como transformar isso em acerto na prova?
Periférico é conteúdo que se aprende em uma tarde e se perde em duas semanas sem revisão dirigida, e a diferença entre saber a regra e acertar o item está em quantas questões do assunto você já leu com calma. No Portal Concursos, as aulas de informática vêm acompanhadas de banco de questões e simulados por banca, com suporte individualizado para tirar a dúvida que sobra depois do gabarito. Conheça o curso e confira o conteúdo.