Dispositivos de entrada e saída: o que cai na prova
Luan Loureiro
Luan Loureiro Redação
Atualizado em 09/10 às 16h

Scanner, mouse e microfone entram. Monitor, impressora e caixa de som saem. A pegadinha da banca nunca está nesses seis, e sim nos aparelhos que fazem as duas coisas ao mesmo tempo.

Dispositivos de entrada são os que levam dados do usuário para o computador, como teclado, mouse e scanner. Dispositivos de saída são os que devolvem a informação já processada, como monitor, impressora e caixa de som. Quando o mesmo aparelho cumpre as duas funções, ele é classificado como híbrido, ou dispositivo de entrada e saída.

Infográfico com a classificação de dispositivos de entrada e saída para prova de concurso
A regra do sentido do dado resolve a maioria das questões sobre periféricos.

Atualizado em 9 de outubro de 2026.

O que você vai encontrar aqui:

O que são dispositivos de entrada e saída?

Dispositivos de entrada e saída, também chamados de periféricos, são os equipamentos que ficam fora da unidade central de processamento e servem de ponte entre a pessoa e a máquina. A classificação segue o sentido do dado: se ele viaja do mundo externo para dentro do computador, o aparelho é de entrada; se viaja de dentro para fora, é de saída.

Essa definição parece boba até a hora da prova. O examinador não pergunta o que é um teclado, ele pergunta se a tela sensível ao toque é entrada, saída ou as duas, e aí a lista decorada não resolve. O que resolve é o teste do sentido do dado, aplicado aparelho por aparelho.

Vale guardar a diferença entre periférico e componente interno, porque a banca mistura os dois na mesma alternativa. Processador, memória RAM e placa-mãe não são periféricos, pertencem ao conjunto que estudamos em hardware e software. Periférico é o que se conecta a esse conjunto.

Dispositivos de entrada: os que a banca mais cobra.

Dispositivo de entrada é todo aparelho que captura uma informação do ambiente e a converte em dado que o computador entende. São eles que a questão usa como alternativa correta na maioria das provas de nível fundamental e de nível médio.

Teclado, mouse e os periféricos de apontamento.

O teclado converte a pressão de uma tecla em código. O mouse, o touchpad e a mesa digitalizadora convertem movimento em coordenada na tela. Todos são de entrada pura, mesmo quando trazem luz, som ou vibração: o LED de um teclado não transforma o aparelho em dispositivo de saída, porque não entrega informação processada ao usuário.

Atenção ao caso do teclado com visor. Alguns modelos exibem a hora ou o nome do perfil ativo em um pequeno display. Nesse caso específico há saída de informação, e um examinador rigoroso pode tratar o conjunto como híbrido. Quando o enunciado não descreve o visor, responda entrada.

Scanner, leitor biométrico e câmera.

O scanner digitaliza uma imagem física e manda o arquivo para o computador. A leitor biométrico faz o mesmo com a impressão digital, e a webcam, com a imagem em movimento. Repare que todos capturam algo que existe no mundo real, e é justamente esse verbo, capturar, que marca a entrada.

A leitor de código de barras do caixa de supermercado e o leitor de cartão com chip seguem a mesma lógica. Já os terminais de autoatendimento bancário são outra história, porque imprimem comprovante, e sobre eles falamos na seção dos híbridos.

Microfone, joystick e sensores.

O microfone transforma onda sonora em sinal digital. O joystick e o volante de jogo transformam movimento em comando. Sensores de presença, de temperatura e de batimento cardíaco em relógios inteligentes entregam leitura ao sistema, e por isso entram na mesma categoria.

Um detalhe que a banca gosta: o fone de ouvido com microfone acoplado, o famoso headset, é um aparelho único que faz entrada pelo microfone e saída pelo fone. Ele é híbrido, e marcar apenas saída custa a questão.

Dispositivos de saída: o caminho de volta da informação.

Dispositivo de saída é o que recebe o dado já processado e o apresenta ao usuário em forma de imagem, som, texto impresso ou movimento. A informação sai do computador e não volta.

Monitor, projetor e televisor exibem imagem e nada capturam, logo são de saída pura. O monitor comum entra nessa lista com tranquilidade. O monitor sensível ao toque, não: ele vira híbrido, porque o toque é entrada. O enunciado precisa deixar claro se a tela é sensível ao toque, e quando deixa, essa é a resposta que a banca quer.

Impressora, plotter e impressora 3D.

A impressora recebe o arquivo e devolve papel. A plotter faz o mesmo em formato grande, usada em planta de engenharia. A impressora 3D entrega objeto em volume, e continua sendo saída, porque nada do mundo físico entra nela como dado.

A multifuncional é o oposto, e a prova adora: ela imprime, o que é saída, e digitaliza, o que é entrada. Portanto, é híbrida.

Caixa de som, fone e atuadores.

Caixa de som e fone de ouvido convertem sinal digital em onda sonora, saída clássica. Motores de impressora braille, mesas vibratórias e linhas braille de tecnologia assistiva também entregam informação processada, em formato tátil. A Lei Brasileira de Inclusão trata esses equipamentos como tecnologia assistiva, e a prova de informática às vezes cruza o tema com legislação.

Híbridos e armazenamento: onde a prova derruba candidato.

Dispositivo híbrido é aquele que faz entrada e saída no mesmo equipamento. A regra prática é simples: se o dado consegue ir e voltar pelo mesmo aparelho, ele é de entrada e saída.

Essa é a lista que vale decorar, porque é dela que saem as pegadinhas:

  • Multifuncional: imprime e digitaliza.
  • Tela sensível ao toque: exibe e recebe comando.
  • Headset: fone mais microfone no mesmo corpo.
  • Modem e placa de rede: enviam e recebem pacotes, assunto que aprofundamos em redes de computadores.
  • Pendrive, HD externo e cartão de memória: o computador grava e lê neles.
  • Gravador de disco: grava a mídia e também lê o conteúdo dela.
  • Terminal de autoatendimento: recebe o toque e imprime o comprovante.

A dúvida mais frequente mora no pendrive. Muita gente aprendeu que ele é dispositivo de armazenamento, e está certo, mas as duas classificações convivem: quanto à função, é armazenamento; quanto ao sentido do dado, é entrada e saída. Quando a alternativa oferece as duas opções, leia o que o enunciado pediu.

Vale lembrar que armazenamento em servidor remoto segue a mesma lógica de ida e volta, tema que destrinchamos em computação em nuvem. E a área temporária onde o sistema guarda o que você copiou é outro clássico, explicado em área de transferência.

Como as bancas cobram dispositivos de entrada e saída?

A cobrança aparece de quatro formas: classificação direta de um aparelho, item de certo ou errado sobre um híbrido, associação de colunas e enunciado situacional descrevendo um escritório. A tabela abaixo organiza o que cai em cada formato.

Formato da questãoO que a banca pedeOnde o candidato erra
Classificação diretaApontar se o aparelho é entrada, saída ou ambosConfundir periférico com componente interno
Certo ou erradoJulgar uma afirmação sobre um único aparelhoMarcar saída para multifuncional e tela de toque
Associação de colunasLigar aparelhos às categorias corretasEsquecer que pendrive é entrada e saída
Enunciado situacionalIdentificar o periférico adequado a uma tarefaLer rápido e ignorar o detalhe do toque na tela

Exercício resolvido no estilo das bancas.

Leia o item a seguir, escrito no formato de certo ou errado que as bancas usam em prova objetiva de informática: "A impressora multifuncional é classificada exclusivamente como dispositivo de saída, pois sua função principal é a impressão de documentos".

O gabarito é errado. A palavra que derruba o item é "exclusivamente". A multifuncional imprime, o que caracteriza saída, e digitaliza documentos, o que caracteriza entrada. Função principal não altera a classificação técnica, e o examinador usa esse advérbio justamente para testar se o candidato confunde uso corriqueiro com definição.

Repare na técnica: em item de certo ou errado, palavras como exclusivamente, apenas, somente e sempre restringem a afirmação e costumam torná-la falsa. Treinar esse olhar vale mais que decorar listas, e é o tipo de leitura que se desenvolve resolvendo questão atrás de questão no banco de questões.

Erros mais comuns nessa questão.

Cinco deslizes respondem pela maioria das perdas nesse assunto:

  1. Classificar o pendrive só como armazenamento quando a questão pergunta pelo sentido do dado.
  2. Chamar a tela sensível ao toque de dispositivo de saída, ignorando o toque.
  3. Tratar memória RAM e processador como periféricos.
  4. Marcar o headset como saída, esquecendo o microfone embutido.
  5. Deixar passar os restritivos "apenas" e "exclusivamente" em item de certo ou errado.

Nenhum desses erros vem de falta de conhecimento técnico. Vêm de leitura apressada, o que significa que são corrigíveis com método. Resolver o assunto em bloco, trinta itens seguidos só de periféricos, cria o reflexo que a prova exige.

Resumo para revisar na véspera.

Guarde esta tabela para a última leitura antes da prova:

CategoriaRegraExemplos seguros
EntradaCaptura dado do mundo e envia ao computadorTeclado, mouse, scanner, microfone, webcam, leitor biométrico
SaídaApresenta o dado já processado ao usuárioMonitor comum, impressora, plotter, caixa de som, projetor
Entrada e saídaFaz as duas funções no mesmo aparelhoMultifuncional, tela de toque, headset, modem, pendrive
Fora da classificaçãoFica dentro do gabinete e processa ou guarda em tempo realProcessador, memória RAM, placa-mãe

Quem está montando a base de informática do zero ganha tempo lendo antes o panorama de informática para concurso e depois descendo para os temas vizinhos: navegadores de internet, internet, intranet e extranet, segurança da informação, tipos de backup e tipos de malware.

Se o seu edital cobra pacote de escritório junto, a sequência natural depois dos periféricos é Word, Excel e LibreOffice, porque muitas bancas cobram a versão livre em vez da paga. Para quem vai enfrentar prova de órgão que trata dado pessoal, a LGPD também costuma aparecer no mesmo bloco.

Perguntas frequentes:

O pendrive é dispositivo de entrada ou de saída?

O pendrive é dispositivo de entrada e saída. O computador grava arquivos nele, o que configura saída de dados, e lê arquivos dele, o que configura entrada. Quando a questão pergunta pela função do equipamento, a resposta muda para armazenamento, então leia com atenção o que o enunciado pediu.

A tela sensível ao toque é entrada ou saída?

É um dispositivo híbrido. Ela exibe a imagem processada, função de saída, e recebe o comando do dedo do usuário, função de entrada. Um monitor comum, sem toque, é saída pura, e essa distinção é a pegadinha mais frequente do assunto.

Memória RAM é um dispositivo de entrada e saída?

Não é. A memória RAM é componente interno, instalada na placa-mãe, e não funciona como ponte entre o usuário e a máquina. Periférico é o que se conecta ao computador por fora, mesmo que fique dentro do gabinete, como o gravador de disco.

Como saber rápido se um aparelho é de entrada ou de saída?

Pergunte para onde o dado está indo. Se a informação nasce no mundo físico e vira dado no computador, é entrada. Se nasce como dado processado e chega aos seus olhos, ouvidos ou mãos, é saída. Se as duas coisas acontecem no mesmo aparelho, é entrada e saída.

Como transformar isso em acerto na prova?

Periférico é conteúdo que se aprende em uma tarde e se perde em duas semanas sem revisão dirigida, e a diferença entre saber a regra e acertar o item está em quantas questões do assunto você já leu com calma. No Portal Concursos, as aulas de informática vêm acompanhadas de banco de questões e simulados por banca, com suporte individualizado para tirar a dúvida que sobra depois do gabarito. Conheça o curso e confira o conteúdo.

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