Prova de Digitação em Concurso: guia completo 2026
Agente de Artigos Redação
Atualizado em 30/09 às 14h

Um caráter trocado custa 0,05 ponto. No modelo de prova prática aplicado pela FGV em concurso do Ministério Público de São Paulo, são cerca de 1.800 caracteres em 11 minutos, e vinte deslizes já derrubam um ponto inteiro.

O teste de digitação em concurso é uma prova prática em que o candidato reproduz um texto impresso no computador, dentro de tempo fixo, e é avaliado pela fidelidade ao original. Em geral tem caráter eliminatório e classificatório, e o critério de correção não perdoa: cada divergência de caráter desconta nota, incluindo acento, vírgula e espaço.

Infográfico com o formato e os critérios da prova de digitação em concurso
O formato de referência da prova prática de digitação em concurso público.

Atualizado em 30 de setembro de 2026.

Tópicos deste guia:

O que é teste de digitação em concurso?

É uma prova prática de habilidade técnica. O candidato recebe um texto impresso e tem um tempo determinado para reproduzi-lo em editor de texto, no computador fornecido pela organizadora. A avaliação compara o arquivo digitado com o original, caráter por caráter. É uma das fases menos comentadas nas análises de prova do blog, e das mais decisivas.

Ela não mede apenas velocidade. Mede a combinação de velocidade com exatidão, e é aí que a maioria dos candidatos se perde: digita rápido, acumula divergências e termina com nota baixa mesmo tendo concluído o texto inteiro. Vale encarar essa fase com a mesma seriedade das demais etapas de um concurso público que definem a aprovação.

A prova aparece normalmente depois da objetiva, convocando apenas os candidatos que passaram na primeira fase. Isso significa que você chega nela já classificado, o que aumenta o custo de escorregar: perder aqui é perder com a parte difícil vencida.

Prova prática e prova objetiva não se parecem

Na objetiva, você escolhe entre alternativas e um chute tem chance estatística. Na prova de digitação não existe alternativa, não existe chute e não existe interpretação: existe o texto original e o que você produziu. Essa natureza objetiva de correção é a razão pela qual o índice de recurso deferido nessa fase é baixo. Quem pretende recorrer precisa conhecer bem os direitos do candidato e os prazos aplicáveis.

Quais cargos pedem prova de digitação

A exigência aparece sempre que a rotina do cargo envolve produzir documento em volume. Não é privilégio de nível médio nem de nível superior, é característica da função. Isso vale tanto para cargos de apoio quanto para postos técnicos descritos nos editais em andamento agora.

  • Escrevente e oficial de tribunais estaduais, onde a fase é tradicional em concursos do Judiciário.

  • Escrivão de polícia, civil e federal, pela natureza da lavratura de termos e autos, tema tratado no conteúdo sobre crimes contra a administração que esses cargos registram.

  • Técnico judiciário na área administrativa, em parte dos editais.

  • Agente administrativo e assistente de secretaria em prefeituras e câmaras municipais.

  • Auxiliar de secretaria escolar e cargos de apoio em redes de educação.

  • Telefonista, recepcionista e operador de atendimento em órgãos com central de contato.

Se você mira carreira policial, vale estudar o desenho completo do certame, porque a digitação convive com outras fases próprias do setor. O mesmo cuidado se aplica a quem escolhe entre carreiras e faixas de remuneração diferentes antes de decidir o alvo.

Como a prova é aplicada na prática

O formato varia por edital, mas a estrutura se repete. O documento oficial da FGV para a prova prática de digitação do concurso 02/2022 serve como referência concreta do que esperar em sala.

Elemento

Como funciona no modelo de referência

Texto

Impresso, com cerca de 1.800 caracteres

Tempo

11 minutos de duração

Tempo ampliado

Até 17 minutos para candidato com deficiência

Ambiente

Microcomputador com editor de texto e sistema operacional fornecidos

Escala de nota

De 0 a 10 pontos

Desconto por erro

0,05 ponto por caráter divergente

Recursos proibidos

Corretor de texto, navegador e barra de ferramentas

Entrega

Texto digitado, impresso e assinado pelo candidato

Repare no detalhe do ambiente controlado: alterar configuração do computador, abrir navegador ou acionar corretor ortográfico gera eliminação, não apenas perda de ponto. A banca quer medir a sua digitação, não a do software. Cada organizadora tem seu protocolo, e comparar perfis ajuda, como nos guias sobre a banca FGV e sobre a banca IBFC em outros certames.

O que o fiscal controla do início ao fim

Há um protocolo rígido de encerramento. Quem termina antes do tempo salva o arquivo, desliga o monitor e levanta as mãos, sinalizando que parou. Ao fim do tempo máximo, todos fazem o mesmo, e continuar digitando depois do aviso é motivo de eliminação. O texto impresso e o arquivo não podem sair da sala.

Como é calculada a nota

A lógica dominante é de desconto. Você parte da nota máxima e perde fração de ponto por cada divergência encontrada na comparação com o original.

No modelo de referência, a conta é direta: 10 pontos menos 0,05 por caráter divergente. Vinte divergências custam 1 ponto, cem divergências custam 5 pontos. É uma aritmética simples de desconto, parecida com as contas de variação percentual que a prova objetiva cobra. Obtém nota máxima apenas quem entrega o texto sem nenhuma divergência dentro do tempo.

Divergências encontradas

Desconto acumulado

Nota resultante

0

0,00

10,00

10

0,50

9,50

20

1,00

9,00

50

2,50

7,50

100

5,00

5,00

Existe um segundo modelo, comum em outros editais, baseado em toques líquidos por minuto, em que o candidato precisa alcançar um mínimo de toques corretos para ser aprovado. Os dois modelos convivem no mercado de concursos, e só o seu edital diz qual se aplica. Essa checagem é parte da leitura atenta que todo edital publicado exige.

Texto incompleto pesa mais do que erro isolado

Caráter a menos também é divergência. Se você não terminar o texto, cada caráter que faltou entra na contagem de desconto, o que explica por que parar na metade costuma ser pior que digitar com alguns erros. Equilibrar ritmo e precisão é a verdadeira habilidade em avaliação nessa fase, e é isso que o treino ajusta. Vale reservar tempo fixo para isso na sua rotina diária de estudo já em curso.

O que conta como erro na correção

A definição usada nos editais é ampla: qualquer divergência em relação ao texto fornecido. Vale listar o que isso abrange, porque candidato nenhum imagina a extensão.

  • Letra trocada, faltando ou repetida.

  • Acento ausente, acento a mais ou acento errado, como circunflexo no lugar do agudo.

  • Cedilha esquecida em palavras como atenção e serviço.

  • Vírgula, ponto, dois pontos e ponto e vírgula fora do original.

  • Maiúscula onde o texto traz minúscula, e vice-versa.

  • Espaço duplo, espaço faltando ou espaço antes de vírgula.

  • Quebra de linha ou de parágrafo diferente do original.

  • Hífen e apóstrofo trocados ou omitidos.

A acentuação é o item que mais derruba nota, porque o texto de prova costuma ser um trecho institucional cheio de palavras acentuadas. Quem treina em teclado configurado de forma diferente do da prova sofre nesse ponto, e revisar as regras de acentuação e pontuação ajuda até na digitação, porque você reconhece o acento em vez de copiá-lo às cegas.

Como treinar para a prova de digitação

Treino de digitação para concurso é diferente de treino de velocidade em jogo. O objetivo não é bater recorde, é sustentar ritmo constante com exatidão em texto formal e desconhecido.

Treine com o tipo de texto da prova

Digitar mensagens curtas não prepara ninguém. Pegue textos institucionais reais, como trechos de lei, de relatório ou de decisão administrativa, cheios de acento, vírgula e nome próprio. As provas e gabaritos anteriores divulgados por órgãos federais dão boa amostra desse registro formal.

Cronometre sempre e no mesmo formato

Separe blocos de 10 a 12 minutos, o intervalo mais comum nos editais, e faça a sessão inteira sem parar. Ao terminar, compare o seu texto com o original e conte as divergências uma por uma. Esse número é a sua nota simulada, e acompanhá-lo semana a semana mostra progresso real.

Desative o corretor durante o treino

Treinar com correção automática ligada cria uma confiança falsa, porque o software conserta o que a banca vai descontar. Desligue corretor, autocorreção e sugestão de palavra, do mesmo modo como o ambiente de prova exige. Quem treina com rede não aprende a cair. O raciocínio é o mesmo que vale para materiais gratuitos de treino em condição real.

Ajuste a postura e o teclado

Digitação sustentada por 11 minutos cansa punho e antebraço. Mantenha o teclado na altura dos cotovelos, pulsos neutros e olhos no papel, não nas teclas. Olhar o teclado é o hábito que mais limita velocidade em adulto que nunca aprendeu digitação por toque. Noções básicas de ambiente de trabalho no computador aparecem também nas questões de informática do mesmo edital.

Treine o olhar no papel impresso

A prova traz o texto em papel, ao lado do monitor. Se você só treinou copiando de tela, vai perder tempo procurando a linha onde parou. Use suporte físico no treino e marque a linha com o dedo ou uma régua, porque essa é a habilidade motora específica que a sala cobra. A mesma atenção a formato de aplicação aparece na análise dos perfis de banca, como no material sobre a banca Vunesp e seus concursos de tribunais.

Condutas que eliminam candidato na sala

  1. Usar aparelho eletrônico em qualquer área do local de prova, inclusive corredor e banheiro.

  2. Acionar corretor de texto, navegador ou barra de ferramentas durante a prova.

  3. Alterar configuração do ambiente do computador fornecido.

  4. Continuar digitando após o aviso de encerramento do tempo.

  5. Sair da sala com o texto impresso ou tentar gravar o arquivo digitado.

  6. Deixar de assinar o documento no campo obrigatório do verso da folha.

  7. Não salvar o arquivo conforme a orientação do fiscal.

Os itens 6 e 7 são os mais dolorosos, porque eliminam por formalidade e não por desempenho. Assinar e salvar são gestos de dez segundos que valem a fase inteira, e conferir isso antes de levantar da cadeira deveria ser automático, como conferir dados na hora da posse e do exercício do cargo.

O que checar no seu edital

Item

Por que importa

Caráter da prova

Define se erro elimina ou apenas reduz nota

Tempo de duração

Determina o formato do seu treino cronometrado

Tamanho do texto

Indica o ritmo mínimo necessário por minuto

Critério de correção

Desconto por caráter ou mínimo de toques líquidos

Nota mínima de aprovação

Mostra quantas divergências você ainda pode ter

Editor e sistema utilizados

Permite treinar no mesmo ambiente

Tempo ampliado

Direito do candidato com deficiência, quando previsto

Data e local da convocação

Perder a convocação é eliminação automática

Leve esse checklist ao edital antes de começar a treinar. Descobrir na véspera que o critério é de toques líquidos, e não de desconto por caráter, muda toda a estratégia de ritmo, e é o tipo de informação que só a leitura integral do documento entrega, como valem os guias completos de preparação do blog.

Mãos digitando em teclado ao lado de folha impressa apoiada em suporte
No treino, use o texto em papel ao lado do monitor, como acontece na prova.

Perguntas frequentes (FAQ)

Como funciona a prova de digitação em concurso?

O candidato recebe um texto impresso e o reproduz em computador dentro de tempo fixo, normalmente entre 10 e 15 minutos. A correção compara o arquivo digitado com o original e considera divergência qualquer diferença de caráter, incluindo acento, pontuação e espaço. O ambiente é controlado e o uso de corretor de texto é proibido.

Quantos toques por minuto o edital exige?

Depende do modelo adotado. Parte dos editais fixa um mínimo de toques líquidos por minuto, ou seja, toques corretos descontados os erros. Outra parte, como o modelo de referência citado neste guia, não fixa toques e sim desconta fração de ponto por caráter divergente. Só o seu edital informa o critério válido.

O teste de digitação é eliminatório?

Na maioria dos editais tem caráter eliminatório e classificatório ao mesmo tempo. Isso significa que ficar abaixo da nota mínima retira o candidato do certame, e a nota obtida ainda influencia a classificação final. Confirme sempre a redação exata do seu edital, porque há exceções.

A prova de digitação tem acento e pontuação?

Tem, e é justamente onde a maior parte da nota se perde. O texto costuma ser institucional, com muitas palavras acentuadas, vírgulas e nomes próprios. Acento ausente, acento errado e cedilha esquecida contam como divergência do mesmo jeito que letra trocada.

Quais cargos têm prova de digitação?

Aparece com frequência em escrevente de tribunal, escrivão de polícia, técnico judiciário administrativo e cargos de apoio em prefeituras, câmaras e redes de educação. A regra prática é simples: quanto mais a rotina do cargo depende de produzir documento, maior a chance de o edital prever a fase. Compare as atribuições nas páginas de carreiras e salários antes de escolher o alvo.

Chegue preparado para a prova prática

Quem cai na digitação normalmente já passou na objetiva, e isso é o que torna o erro tão caro. No Portal Concursos você prepara o certame inteiro com curso direcionado ao seu concurso, banco de questões para garantir a primeira fase e suporte individualizado para entender exatamente o que o seu edital cobra na prova prática. Conheça o curso e confira o conteúdo por cargo.

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