Uma questão sobre arrastar e soltar arquivo vale o mesmo ponto que uma de direito constitucional e consome um quinto do tempo de leitura. É nesse tipo de detalhe que o bloco de sistemas operacionais decide classificação.
Windows e Linux são sistemas operacionais, o software que gerencia hardware, arquivos, processos e usuários do computador. Em concurso, a cobrança se concentra em gerenciamento de arquivos e pastas, atalhos de teclado, permissões, área de trabalho e comandos básicos de terminal. As diferenças estruturais mais pedidas envolvem licença, organização de diretórios e sensibilidade a maiúsculas.

O que este guia cobre:
- O que é um sistema operacional e o que ele faz?
- Windows e Linux lado a lado.
- Arquivos, pastas e caminhos: o bloco que mais cai.
- Atalhos de teclado que a banca cobra.
- Permissões e usuários no Linux.
- Comandos básicos do terminal.
- Exercício resolvido no estilo das bancas.
- Erros mais comuns nesse tema.
- Resumo para revisar na véspera.
- Perguntas frequentes.
O que é um sistema operacional e o que ele faz?
Sistema operacional é o programa que faz a ponte entre o usuário, os aplicativos e o equipamento físico. Sem ele, cada programa precisaria conversar diretamente com o processador, com a memória e com o disco, o que inviabilizaria o uso cotidiano do computador.
As funções cobradas em prova se repetem com poucas variações: gerenciamento de processos, gerenciamento de memória, gerenciamento de arquivos, gerenciamento de dispositivos de entrada e saída e controle de usuários e permissões. Esse vocabulário aparece no mesmo bloco de hardware e software, e vale estudar os dois temas em sequência.
Um detalhe conceitual costuma render alternativa errada. O Linux, em sentido estrito, é apenas o núcleo do sistema, chamado de kernel. O que o usuário instala é uma distribuição, que reúne esse núcleo com interface gráfica, utilitários e gerenciador de pacotes. Ubuntu, Debian, Fedora e Red Hat são distribuições, não sistemas distintos.
Windows e Linux lado a lado:
| Critério | Windows | Linux |
|---|---|---|
| Licença | Proprietária, com custo de licenciamento | Livre, distribuído sob licença pública geral |
| Código fonte | Fechado | Aberto |
| Separador de caminho | Barra invertida | Barra normal |
| Raiz do sistema | Uma letra por unidade de disco | Uma única raiz, representada pela barra |
| Nomes de arquivo | Não diferencia maiúsculas de minúsculas | Diferencia maiúsculas de minúsculas |
| Sistemas de arquivos típicos | NTFS, FAT32, exFAT | Ext4, XFS, Btrfs |
| Usuário com poderes totais | Administrador | Superusuário, conhecido como root |
| Instalação de programas | Instalador baixado pelo usuário | Gerenciador de pacotes e repositórios |
A linha sobre maiúsculas e minúsculas merece atenção redobrada. No Linux, os arquivos "Relatorio.txt" e "relatorio.txt" convivem na mesma pasta como documentos diferentes. No Windows, o segundo substituiria o primeiro. Esse é um dos itens mais cobrados quando a prova compara os dois ambientes.
Vale lembrar que o uso de soluções livres na administração pública tem orientação própria. Quem quiser conferir o contexto oficial encontra material no portal do Governo Digital, e as diretrizes de segurança associadas estão no Gabinete de Segurança Institucional.
Arquivos, pastas e caminhos: o bloco que mais cai.
Gerenciamento de arquivos é a parte com maior número de questões, porque descreve o que o candidato faz todo dia sem prestar atenção. A banca aproveita exatamente essa automatização para montar pegadinhas.
A regra do arrastar e soltar.
No explorador de arquivos do Windows, arrastar um item entre duas pastas da mesma unidade de disco executa um movimento. Arrastar entre unidades diferentes executa uma cópia. Segurar a tecla de controle força a cópia; segurar a tecla de maiúsculas força o movimento.
Essa regra isolada já apareceu em dezenas de provas de nível médio e superior. Decorar os quatro casos custa dois minutos e garante ponto.
Caminhos absolutos e relativos.
Caminho absoluto parte da raiz e descreve a localização completa do arquivo. Caminho relativo parte da pasta em que o usuário se encontra. No Linux, o ponto representa o diretório atual e dois pontos seguidos representam o diretório anterior, notação que aparece em questões de terminal.
A hierarquia de diretórios do Linux também cai com frequência. A pasta pessoal dos usuários fica em "home", os arquivos de configuração do sistema ficam em "etc", os registros de log e dados variáveis ficam em "var" e os arquivos temporários ficam em "tmp".
Lixeira e exclusão definitiva.
No Windows, apagar um arquivo do disco local envia o item para a lixeira, e ele continua ocupando espaço até o esvaziamento. Usar a tecla de maiúsculas junto com a tecla de exclusão apaga sem passar pela lixeira. Arquivos removidos de unidades removíveis e de pastas de rede normalmente não vão para a lixeira.
Atalhos de teclado que a banca cobra:
| Atalho | Função no Windows |
|---|---|
| Ctrl + C, Ctrl + X, Ctrl + V | Copiar, recortar e colar |
| Ctrl + Z e Ctrl + Y | Desfazer e refazer |
| Ctrl + A | Selecionar tudo |
| F2 | Renomear o item selecionado |
| Alt + Tab | Alternar entre janelas abertas |
| Ctrl + Shift + Esc | Abrir o gerenciador de tarefas |
| Tecla Windows + E | Abrir o explorador de arquivos |
| Tecla Windows + D | Exibir a área de trabalho |
| Tecla Windows + L | Bloquear a sessão do usuário |
Atalhos de aplicativos costumam vir junto na mesma questão. Quem já revisou o conjunto do Word para concurso e das fórmulas do Excel percebe que boa parte das combinações se repete entre os programas, o que reduz o esforço de memorização.
Permissões e usuários no Linux.
O modelo de permissões do Linux é simples e extremamente cobrado. Cada arquivo tem três conjuntos de permissões, aplicados ao dono, ao grupo e aos demais usuários. Dentro de cada conjunto existem três autorizações possíveis: leitura, escrita e execução.
A representação numérica atribui quatro à leitura, dois à escrita e um à execução, e a soma define o conjunto. Permissão 7 autoriza tudo, 6 autoriza leitura e escrita, 5 autoriza leitura e execução, e 4 autoriza apenas leitura. Por isso a combinação 755 significa controle total para o dono e leitura com execução para os demais.
O comando que altera permissões é chmod, e o que altera a propriedade do arquivo é chown. O superusuário, chamado de root, tem poderes totais sobre o sistema, e o comando sudo permite executar uma ação com esses poderes a partir de uma conta comum. A lógica de privilégio mínimo que sustenta esse desenho é a mesma discutida em segurança da informação para concurso.
Comandos básicos do terminal:
| Comando | O que faz |
|---|---|
| ls | Lista o conteúdo do diretório |
| cd | Muda de diretório |
| pwd | Mostra o diretório atual |
| mkdir e rmdir | Cria e remove diretórios |
| cp e mv | Copia e move ou renomeia arquivos |
| rm | Remove arquivos |
| cat | Exibe o conteúdo de um arquivo |
| grep | Procura texto dentro de arquivos |
| man | Abre o manual de um comando |
| ps e top | Mostram processos em execução |
| df e du | Mostram espaço em disco e uso por pasta |
Perceba que mv acumula duas funções: mover e renomear. Mover um arquivo para o mesmo diretório com outro nome é, na prática, uma renomeação. Esse duplo papel é alvo preferido de questão de associação entre comando e finalidade.
Exercício resolvido no estilo das bancas.
Enunciado modelo: um usuário arrasta a pasta "Editais", localizada na unidade C, para dentro de uma pasta localizada na unidade D, sem pressionar nenhuma tecla adicional. Em seguida, repete a operação arrastando a mesma pasta para outro local da própria unidade C. O que acontece em cada caso?
Resolução: no primeiro caso, a origem e o destino estão em unidades diferentes, e a operação padrão é a cópia, de modo que a pasta original permanece na unidade C. No segundo caso, origem e destino estão na mesma unidade, e a operação padrão é o movimento, de modo que a pasta deixa o local anterior.
Variação frequente: o enunciado acrescenta que o usuário manteve pressionada a tecla de controle durante a primeira operação. Nada muda, porque essa tecla já força a cópia, que seria o comportamento padrão. Se a tecla pressionada fosse a de maiúsculas, a operação entre unidades diferentes passaria a ser movimento.
Exercício complementar de Linux: qual permissão numérica corresponde a leitura e escrita para o dono, apenas leitura para o grupo e nenhuma permissão para os demais? Resposta: 640, porque quatro mais dois resulta em seis para o dono, quatro para o grupo e zero para os demais.
Erros mais comuns nesse tema.
- Inverter a regra do arrastar e soltar, achando que mover é o padrão entre unidades diferentes.
- Dizer que o Linux não diferencia maiúsculas de minúsculas nos nomes de arquivo.
- Confundir o kernel com a distribuição, tratando Ubuntu e Linux como sistemas rivais.
- Somar errado as permissões numéricas, esquecendo que a execução vale um e a escrita vale dois.
- Afirmar que todo arquivo apagado vai para a lixeira, ignorando unidades removíveis e exclusão forçada.
- Trocar as funções de ps e de df, que tratam de assuntos completamente diferentes.
Esses deslizes somem com repetição curta. A lógica de retorno programado está no texto sobre revisão espaçada, e informática responde muito bem a revisões de dez minutos feitas com frequência alta.
Resumo para revisar na véspera.
- Sistema operacional gerencia processos, memória, arquivos, dispositivos e usuários.
- Linux é o kernel; Ubuntu, Debian e Fedora são distribuições construídas sobre ele.
- Windows usa letras de unidade e barra invertida; Linux usa raiz única e barra normal.
- No Linux os nomes de arquivo diferenciam maiúsculas de minúsculas; no Windows não.
- Arrastar na mesma unidade move; arrastar entre unidades copia.
- Permissões do Linux: quatro para ler, dois para escrever, um para executar.
- Chmod altera permissão, chown altera dono, sudo executa com poderes de superusuário.
Marque esses itens no seu edital verticalizado e trate informática como disciplina de ponto rápido. Depois da teoria, vá para simulado cronometrado e observe quanto tempo cada questão do bloco está consumindo, conforme a lógica de estratégia no dia da prova.
Os blocos vizinhos fecham a disciplina. O roteiro geral está em informática para concurso, e os temas complementares aparecem em redes de computadores e em computação em nuvem. Quem está começando do zero encontra o passo a passo de organização em como estudar para concurso sozinho.
O grau de detalhe varia conforme a organizadora. Os perfis da IBFC, da Fundatec, da Quadrix e da Vunesp ajudam a calibrar o que estudar com profundidade e o que apenas reconhecer.
Perguntas frequentes:
Qual a principal diferença entre Windows e Linux em prova de concurso?
A diferença mais cobrada é o modelo de licença, proprietária no Windows e livre no Linux. Logo em seguida vêm a organização de diretórios, com letras de unidade no Windows e raiz única no Linux, e a sensibilidade a maiúsculas nos nomes de arquivo, presente apenas no Linux.
O que cai de sistemas operacionais em concurso?
Gerenciamento de arquivos e pastas, atalhos de teclado, área de trabalho, lixeira, permissões de acesso e comandos básicos do terminal concentram a maioria das questões. Provas de nível superior costumam acrescentar gerenciamento de processos, memória e sistemas de arquivos.
Arrastar um arquivo copia ou move?
Depende da unidade de disco. Arrastar entre pastas da mesma unidade move o arquivo; arrastar entre unidades diferentes copia. A tecla de controle força a cópia e a tecla de maiúsculas força o movimento, independentemente da unidade.
O que significa a permissão 755 no Linux?
Significa controle total para o dono do arquivo e permissão de leitura e execução para o grupo e para os demais usuários. O cálculo soma quatro para leitura, dois para escrita e um para execução dentro de cada conjunto.
Linux e Ubuntu são a mesma coisa?
Não são. Linux é o núcleo do sistema, responsável por conversar com o equipamento físico. Ubuntu é uma distribuição, ou seja, um conjunto que reúne esse núcleo com interface gráfica, utilitários e gerenciador de pacotes. Debian, Fedora e Red Hat também são distribuições.
Informática bem estudada devolve tempo na prova.
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