Disciplina: Educação Física
Assunto: Cinesioterapia respiratória
Ano: 2025 Banca: INSTITUTO UNIFIL Órgão: Prefeitura Municipal de Santa Mariana
As doenças do parênquima pulmonar ocorrem devido à redução da complacência pulmonar; as doenças da caixa torácica, pela redução da complacência da caixa torácica; as doenças da pleura (derrame pleural), pela alteração da pressão pleural; e as doenças neuromusculares, pela alteração no funcionamento dos músculos respiratórios. As técnicas para expansão pulmonar para essas condições são utilizadas com objetivo de prevenir ou tratar a redução do volume pulmonar, aumentando a ventilação alveolar, melhorando a oxigenação e diminuindo o trabalho respiratório. Logo, o fisioterapeuta precisa conhecer as técnicas de expansão pulmonar, saber como utilizá-las e quando indicá-las para as disfunções respiratórias. Diante do exposto, analise as assertivas a respeito das técnicas para expansão pulmonar e assinale a alternativa correta.
I. Espirometria de incentivo: sua função é estimular o paciente a realizar inspirações profundas por meio de aparelhos que demonstram um feedback visual. Seu objetivo primário é promover a reinsuflação ou hiperinsuflação dos alvéolos totalmente ou parcialmente colapsados através da elevação da pressão transpulmonar decorrente da queda da pressão pleural. Os incentivadores podem ser a fluxo e a volume e os mais conhecidos comercialmente são o Respiron e o Voldyne, respectivamente.
II. Exercício diafragmático: essa técnica consiste em movimentar sincronicamente a parede abdominal durante a inspiração e a expiração com o objetivo de promover o crescimento da excursão diafragmática. Seu objetivo é melhorar a ventilação pulmonar, sobretudo em regiões basais, pela maior excursão do músculo diafragma.
III. Inspiração máxima sustentada: é realizada com esforço inspiratório máximo rapidamente, por via nasal, até atingir a capacidade inspiratória máxima. A inspiração máxima é mantida por cerca de 15 segundos e, após, realiza-se expiração normalmente, com esforço. A respiração é lenta para aumentar a velocidade e diminuir força de contração e máxima com pausa ao final para que o recrutamento de fibras musculares gere maior redução da pressão intratorácica, melhorando a distribuição do gás. Esse exercício é indicado para diminuir o volume pulmonar em pessoas com dor e desvantagem mecânica por aumento na complacência pulmonar ou na caixa torácica ou aumento da resistência, acarretando desequilíbrio ventilação/perfusão. Além disso, essa técnica deve ser prescrita apenas para pacientes cooperativos e que estejam apresentando dispneia.
IV. Manobra de compressão e descompressão torácica: conhecida também por descompressão torácica abrupta, consiste na pressão manual na região torácica acometida. Solicita-se que o paciente realize uma expiração prolongada, seguida de inspiração nasal profunda. Na fase inicial da inspiração, é realizada resistência com as mãos, as quais são retiradas de forma abrupta, promovendo descompressão local; assim, ocorre o direcionamento do fluxo de ar para essa área por meio da negativação da pressão pleural da região. O objetivo é restaurar a ventilação de unidades alveolares comprometidas utilizando variação de pressão pleural.
V. Aumento da pressão intrapulmonar: a pressão intrapulmonar é aumentada por ação de algum dispositivo, com técnicas respiratórias conhecidas como terapia por pressão positiva nas vias aéreas. Suas principais modalidades são: respiração com pressão positiva intermitente (RPPI), pressão positiva expiratória nas vias aéreas (EPAP), pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) e pressão positiva contínua em dois níveis pressóricos nas vias aéreas (BIPAP). A ventilação não invasiva (VNI) refere-se aos métodos de ventilação artificial com uso de tubos endotraqueais ou cânulas de traqueostomia, compreende duas modalidades: RPPI e EPAP. Os objetivos da ventilação não invasiva (VNI) são evitar reintubação de pacientes pós-cirúrgicos que apresentem insuficiência respiratória aguda, aumentar o trabalho respiratório, piorar as trocas gasosas e, em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), aumentar a auto-PEEP e a ventilação não invasiva promove aumento da complacência do sistema respiratório por aumentar o trabalho respiratório e diminuir a capacidade vital funcional (CVF).