Disciplina: Teologia e Religiões
Assunto: Conceitos Gerais do Cristianismo
Ano: 2019 Banca: CETAP - Centro de Extensão, Treinamento e Aperfeiçoamento Profissional Ltda Órgão: Prefeitura Municipal de Tailândia
Leia o texto a seguir e responda as questões 47 e 48.
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O Povo Bantu e a Aldeia de Deus.
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Conta a tradição dos antepassados bantu da África que, em tempos remotos, Deus habitava em uma aldeia em Ruanda e tinha um pacto com o povo: jamais alguém tentaria vê-lo. Enquanto todos honravam com o combinado, trabalharam felizes e conseguiram alimentos abundantes para todos, dançaram e cantaram nas horas livres e viveram seguros, tendo Deus por vizinho.
Um dia, porém, uma pessoa curiosa deixou uma cabaça de água fresca na porta da cabana, na hora do sol mais quente e, escondeu-se para vigiar. De repente seu coração saltou no peito quando viu Deus estender o braço e recolher a água. A pessoa nada contou a ninguém. Mas ao cair da tarde, quando o sol sumiu atrás do lago, todos sentiram uma estranha saudade. Correram para a cabana de Deus, mas a encontraram vazia.
Houve escassez de caça, pesca e frutas, então, a sobrevivência tornou-se difícil e cansativa. Uma solidão enorme pousou sobre a aldeia e sobre o coração de cada um, e até hoje todos vivem com saudade de Deus.
Mas nem tudo foi perdido. O Povo bantu de Ruanda crê que as pessoas, após a morte, passam para o outro lado do lago, lá onde o sol desce todas as tardes. É a aldeia de Deus, onde os antepassados vivem com Ele em uma perene festa.
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A religião no mundo. O povo bantu e a aldeia de Deus. pp. 60 e 61.
Leia o poema “Prece Egípcia”:
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Salve, grande Deus, senhor da justiça.
Venho a ti, meu senhor, para ver tua perfeição.
Não cometi iniquidades contra os homens.
Não maltratei ninguém.
Não cometi pecados na praça da verdade.
Não tentei conhecer o que não é para conhecer.
Não comecei o dia recebendo uma comissão
das pessoas que deviam trabalhar para mim,
e meu nome não chegou à função de chefe de escravos.
Não blasfemei contra Deus.
Não empobreci um pobre em seus bens.
Não fiz o abominável aos olhos de Deus.
Não causei aflição.
Não causei fome.
Não fiz chorar.
Não mandei matar.
Não fiz mal a ninguém.
Não diminuí as oferendas de alimentos nos templos.
Não adulterei o peso na balança.
Não tirei o leite da boca das crianças [...].
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Livro dos mortos do Egito, século XVI a.C.
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Na prece, o declarante se diz inocente diante do ser supremo que irá julgá-lo. Em comparação à religião cristã, essa prestação de contas do falecido diante do Deus cristão, é conhecida como: