Questão
ID 976284Disciplina: Pedagogia
Assuntos: Inclusão e exclusão - diversidade, desigualdade e diferença
Ano: 2016 Banca: IMPARH - Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos Órgão: Prefeitura Municipal de Fortaleza
Marginalzinho: a socialização de uma elite vazia e covarde
Parada em um sinal de trânsito, uma cena capturou minha atenção e me fez pensar como, ao longo da vida, a segregação da sociedade brasileira nos bestializa
01 Era a largada de duas escolas que estavam situadas uma do lado da outra, separadas por um muro altíssimo de
02 uma delas. Da escola pública saíam crianças correndo, brincando e falando alto. A maioria estava
03 desacompanhada e dirigia-se ao ponto de ônibus da grande avenida, que terminaria nas periferias. Era uma
04 massa escura, especialmente quando contrastada com a massa mais clara que saía da escola particular do
05 lado: crianças brancas, de mãos dadas com os pais, babás ou seguranças, caminhando duramente em direção à
06 fila de caminhonetes. Lado a lado, os dois grupos não se misturavam. Cada um sabia exatamente seu lugar.
07 Desde muito pequenas, aquelas crianças tinham literalmente incorporado a segregação à brasileira, que se
08 caracteriza pela mistura única entre o sistema de apartheid racial e o de castas de classes. Os corpos
09 domesticados revelavam o triste processo de socialização ao desprezo, que tende a só piorar na vida adulta.
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PINHEIRO-MACHADO, Rosana. In http://www.cartacapital.com.br/sociedade/marginalzinho-a-socializacao-de-uma-elite-vazia-e-covarde-3514.html (acesso em 07/03/16).
O uso do texto Marginalzinho: a socialização de uma elite vazia e covarde em uma sala de aula do oitavo ano da escola pública, por exemplo, poderia suscitar controvérsia, uma vez que se trata de um tema polêmico (o preconceito social) e porque os alunos provavelmente se veriam como elementos da “massa escura”. Nesse contexto, essa ação requer do docente: