Questão
ID 68214Disciplina: Pedagogia
Assuntos: Escola Como Instituição Social, Teorias Curriculares Críticas
Ano: 2025 Banca: PERFIL - ENADE Órgão: Quarto Simulado Pnd
A Pedagogia, como ciência da prática educativa, encontra na Pedagogia Crítica um referencial para pensar o papel do educador para além da dimensão técnica. Autores como Henry Giroux propõem a figura do 'professor como intelectual transformador'. Nessa concepção, o professor não é um mero executor de currículos prescritos ou um técnico que aplica métodos de forma neutra. Ele é um intelectual público que compreende a escola como um espaço de luta política e cultural, e que atua conscientemente para desenvolver em seus alunos uma 'linguagem da crítica' e uma 'linguagem da possibilidade'. A linguagem da crítica permite que os alunos analisem como as relações de poder e as desigualdades sociais se manifestam na sociedade e na própria escola. A linguagem da possibilidade permite que eles imaginem e lutem por formas mais justas e democráticas de vida. Ser um intelectual transformador, portanto, exige coragem, reflexão crítica sobre a própria prática e um compromisso ético com a transformação social.
Uma rede de ensino adota um sistema apostilado fechado, que detalha o conteúdo e as atividades a serem aplicados em cada aula. O professor Daniel, que leciona História para o 9º ano, se depara com uma lição sobre a Revolução Industrial que descreve o processo de forma puramente factual e positiva, exaltando o 'progresso' e a 'modernização', sem mencionar as péssimas condições de vida e de trabalho da classe operária. Em vez de simplesmente seguir o roteiro, Daniel decide problematizá-lo. Ele exibe trechos do filme 'Tempos Modernos' de Chaplin e lê relatos de trabalhadores da época. Em seguida, ele pergunta à turma: 'O progresso que a apostila descreve foi um progresso para todos? Quem pagou o preço por essa modernização?'. Ele incentiva os alunos a compararem a visão da apostila com as outras fontes, desenvolvendo uma leitura crítica do material didático oficial.
A postura de Daniel, à luz do conceito de professor como intelectual transformador, demonstra que: