Questão
ID 67684Disciplina: Pedagogia
Assuntos: Método de Paulo Freire, Pedagogia Libertadora (Paulo Freire)
Ano: 2025 Banca: PERFIL - ENADE Órgão: Primeiro Simulado Pnd
Durante uma jornada pedagógica, um grupo de professores de uma escola pública debate sobre as dificuldades de aprendizagem de seus alunos. Uma professora dos anos iniciais expressa sua frustração com o que chama de “pedagogia do decoreba”, imposta, segundo ela, por um sistema de avaliação focado em resultados quantitativos. Ela observa que seus alunos conseguem memorizar conteúdos para a prova, mas são incapazes de aplicá-los em situações novas ou de explicar o que aprenderam com suas próprias palavras. Para instigar a reflexão, a coordenadora pedagógica do grupo apresenta um trecho da obra “Pedagogia da Autonomia”, de Paulo Freire: “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção. [...] Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. [...] O educador que, numa perspectiva libertadora, busca desenvolver em seus alunos a capacidade de pensar certo, sabe que essa não se dá por meio de discursos ou da transferência de fórmulas, mas pelo testemunho, pelo exemplo vivo de quem também pensa certo, de quem ousa, de quem é curioso e busca incessantemente.” A leitura do texto provoca um intenso debate. Os professores reconhecem a distância entre a proposta freiriana e suas práticas cotidianas, muitas vezes limitadas pela falta de tempo, excesso de burocracia e pela pressão por cobrir um extenso conteúdo programático. Eles se questionam sobre como seria possível criar, nas condições reais da escola pública, as “possibilidades para a construção do conhecimento” de que fala Freire. O desafio percebido é o de superar uma prática bancária, de depósito de informações, em favor de uma prática dialógica e problematizadora, mesmo diante de um contexto adverso. Considerando a situação-problema e os princípios da teoria pedagógica de Paulo Freire, qual das estratégias a seguir melhor reflete uma tentativa de superação da “educação bancária” em direção a uma prática libertadora?