Questão
ID 2377497Disciplina: Direito Constitucional
Assunto: Poderes do Estado e as Respectivas Funções ou Mecanismo de Freios e Contrapesos ou Harmonia e Independência entre os Poderes (Artigo 2º da CF)
Ano: 2016 Banca: AMEOSC - Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina Órgão: Prefeitura Municipal de Guaraciaba
(Texto)
1 Houve um tempo no Brasil no qual todas as
atribuições do Poder eram concentradas no
Imperador, que detinha em suas mãos as
funções jurisdicionais, legislativas e executivas.
5 O país viveu momentos de turbulência, tal qual o
Estado-Novo, com Getúlio Vargas, e o Regime
Militar, no qual as funções também foram
centralizadas nas mãos de um único Poder.
Esse tempo obscuro passou. Percebeu-se que
10 desequilibrar a balança pensada por Locke e
Montesquieu seria temerário. Afinal, se queres
conhecer uma pessoa,y, dálhe poder
(Maquiavel). Conferir poder demais a alguém é
por em risco a sua liberdade, pedra base de
15 uma civilização.
A Constituição Federalde 1988, em seu
artigo 2º, disciplina que "são Poderes da União,
independentes e harmônicos entre si, o
Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. As
20 funções são exercidas de forma típica e atípica
pelos "poderes". O Judiciário pacifica conflitos
aplicando a lei ao caso concreto. O Executivo
cria políticas públicas, administra a máquina e
executa as leis. Ao Legislativo cabe legislar e
25 fiscalizar o Poder Executivo.
Sabe-se que o Poder é uno e indivisível: ele
emana do povo. Mas a divisão de atribuições
busca retirar das mãos de uma só pessoa ou de
um só grupo a possibilidade de criar e aplicar o
30 que lhe convêm Há, como propunha
Montesquieu, um controle recíproco (“checks
and balances”).
(Adaptado de Jusbrasil, 02/12/2016)
Analisando-se o trecho abaixo retirado do Texto e seu contexto, é correto concluir que, na opinião do autor, a superação da concentração do poder nas mãos de uma única pessoa é devido a (à) (ao):
“Esse tempo obscuro passou. Percebeu-se que desequilibrar a balança pensada por Locke e Montesquieu seria temerário.” (linhas 9 a 11)