Questão 2351965

Língua Inglesa · 2021

Questão

ID 2351965

Disciplina: Língua Inglesa

Assunto: Interpretação de Texto | Text Interpretation

Ano: 2021 Banca: UERJ - Universidade Estadual do Rio de Janeiro Órgão: Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro


Masterpieces rejected by art critics

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Despite severe criticism, famous artists continued

to move forward and pursue their art with the same

passion.

Art is a struggle – for everyone. Not just because

5 the creative process involves rigorous mental and

physical effort but also because it is a very difficult

career path to take. With thousands of struggling

creative professionals across the globe trying to

“make it”, pursuing art-making can become very

10 discouraging. However, the trick is to keep moving

forward despite all the obstacles you face. And when

that becomes hard, it can help to go back and look to the masters for inspiration, artistic and

otherwise.

Most masters, as we know them now, did not have it as easy as we think. They struggled too,

15 and more likely than not, a lot more than any of us ever will need to. However, they managed to

look past the rejections and the criticism and focused on their art alone because they believed in

themselves. Here are some of the obstacles that a greatest artist faced in his lifetime to inspire you

to keep moving forward and make you realize that rejection is just a part of the struggle that evolves

you as an artist, not the end of it.

20 Andy Warhol was undoubtedly the most unapologetically controversial artist of his time. Critics

thrashed his works as “aesthetic frauds” and criticized him for reducing art to a “hands-off business”.

In 1956, Andy Warhol donated a work of his (Shoe) to the Museum of Modern Art in New York.

Soon after, Alfred H. Barr Jr., the Director of the Museum Collections at the time, wrote Warhol

a letter rejecting his (free gift!) work due to “limited gallery and storage space”. “We must turn

25 down gifts offered since we feel it is not fair to accept as a gift a work which may be shown only

infrequently”, he explained.

Today, the Museum of Modern Art has 168 of Warhol’s works in their private collection, including

the Shoe.

We’ve all been there. The very moment you create something, you open yourself up to critique.

30 Whether or not you ask for it, art criticism can be a hard pill to swallow. Training yourself to accept

and learn from your harshest critics is one of the most difficult – but most rewarding – skills to

develop as an artist. But if the masters could do it, so can you!

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Shoe, by Andy Warhol

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TANYA SINGH

Adaptado de agora-gallery.com.



ABRIR-SE AO NOVO

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Imagino qual não teria sido a surpresa causada por um rinoceronte em plena Europa do século

XVI. O ganda foi dado de presente pelo Sultão de Cambaia ao Vice-Rei da Índia, que o repassou

ao Rei Dom Manuel I que, por sua vez, quis dá-lo de presente para o Papa Leão X. Durante a

festa da Santíssima Trindade de 1515, Dom Manuel organizou, em plena Lisboa, o combate entre

5 um de seus elefantes e o rinoceronte. O elefante, ao enxergar o rinoceronte, fugiu em desabalada

carreira, levando tudo e todos por diante. Resultado do combate: o ganda foi aclamado vencedor.

E de Lisboa se irradiou a narrativa que converteu o rinoceronte em patrono da boa blindagem e da

bravura dos militares.

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Após o espetáculo, o rinoceronte foi enviado ao Papa, mas a embarcação que o levava naufragou na

10 costa da Itália. Do pobre ganda só sobraram histórias. O pintor Albrecht Dürer, sem jamais ter visto

o rinoceronte, o desenhou em 1515, acrescentando detalhes insólitos como um chifre no dorso,

carapaças de crustáceo e escamas de réptil nas patas. Esta obra fixa a aparência de um rinoceronte

até fins do século XVIII.

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A admiração estética é com frequência provocada pelo ineditismo. A nomeação do desconhecido

15 opera para torná-lo assimilável a um entendimento que procura recobrar-se de uma comoção. Os

efeitos angustiantes do inusitado são tranquilizados por um nome. Entretanto, a ânsia de assimilação

do extraordinário ao rotineiro leva a tropeços classificatórios. Algo semelhante se passou no século

XIII com Marco Polo quando, em Java, ele se deparou com um rinoceronte e relatou então ter visto

um unicórnio, lamentando porém que ele fosse tão feio e agressivo, muito mais próximo de um

20 grande búfalo do que de um cavalo, com patas de elefante, pelagem de búfalo e cabeça de javali.

Na classificação e na nomeação de um ente, muitas vezes somos levados a distorcer seus atributos

constitutivos indispensáveis, exatamente aqueles que fazem de uma coisa ela mesma e não outra,

segundo o princípio aristotélico da identidade: A=A.

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Há uma espécie de resistência mental em se abrir uma nova rubrica no nosso esquema compreensivo

25 movido por estoques de analogias, assim como uma certa relutância em se perceber o inédito a partir

dele mesmo, da sua singularidade ou excepcionalidade. Ver, interpretar, descrever e nomear não

são atos mentais automáticos e dependentes de alguma verdade substancial, mas sim construções

conjecturais da precária relação entre o mundo e a linguagem.

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MARCUS FABIANO GONÇALVES

Adaptado de insightinteligencia.com.br.

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The text Masterpieces rejected by art critics discusses how people deal with novelty, as well as the text Abrir-se ao novo.

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Regarding novelty, the two texts have the following aspect in common:

Alternativas da questão 2351965
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