Questão
ID 2223580Disciplina: História
Assunto: Conflitos na Antiga Europa do Leste
Ano: 2019 Banca: Avança SP - Instituto Avança São Paulo Órgão: Prefeitura Municipal de Pereiras
A supressão da autonomia do Kosovo e da Voivodina teve efeitos de cadeia. Os eslovenos alegaram que a decisão unilateral das autoridades sérvias rompia o pacto federal firmado pela Constituição de 1974. Na dita República, os movimentos em prol da independência obtiveram uma popularidade cada vez maior. Até mesmo o presidente Milan Kusan, um comunista reformador, aliou-se a essa corrente, enquanto que, até junho de 1991, considerava a secessão como um erro. Os eslovenos, que nunca entraram em conflito com os sérvios, deram os primeiros passos rumo à independência. Os croatas, por sua vez, tinham ainda mais motivos para tomar esse caminho. Em 1971, Tito havia dado fim brutalmente ao que se chamava “primavera croata”. É verdade que Matica Hrvatska, a poderosa organização que havia assumido a tarefa de disseminar a cultura croata, arrastava todos com ela, inclusive os nostálgicos do período oustachi. Os estudantes de Zagreb, que encabeçavam o movimento de renascimento nacional, foram abatidos ou encarcerados. E a direção croata do partido comunista com Tripalo foi destituída, embora julgasse excelente o clima político na República e se julgasse o suficientemente forte e popular para controlar a evolução. Ele não podia, logicamente, ser censurado por reivindicar a independência: não era esse seu objetivo. Foi acusado de ter deixado a contrarrevolução prosperar. Em 1991, Tripalo e seus companheiros não eram mais comunistas. Tentaram retomar ao primeiro plano. Foram ultrapassados pelos campeões oficiais da independência, comandados por Fanjo Tudyman, atnigo general – e dissidente – iugoslavo, novo presidente da Croácia.
(FERON, Bernard. Iugoslávia: a guerra do final do milênio. São Paulo: L&PM/Le Monde, 1999, p. 43).
O problema narrado no texto acima refere-se a uma região específica, qual seja: