Questão
ID 198487Disciplina: Pedagogia
Assunto: Papel do Educador
Ano: 2022 Banca: IFPI - Instituto Federal do Piauí Órgão: Instituto Federal do Piauí
Enquanto professor(a), eu posso ser um professor(a) com uma aula extraordinária; porém, se o aluno(a) não quer estudar, a aula não funciona. Isso significa que, de certa forma, pelo menos em um primeiro enunciado, o nosso trabalho não é ensinar, é fazer com que os alunos(as) aprendam. Não estou dizendo que não devemos dar aula, estou dizendo que, na sua lógica fundamental, a escola não é um lugar para o professor ensinar, é um lugar para o aluno aprender.
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Certa vez, encontrei-me com um colega que, ouvindo-me explicar isso, me disse:
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“Sabe, uma vez, eu fui professor numa escola privada. Quando cheguei, o diretor me disse”:
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“Cuidado, hein, essa minha escola não é um lugar para dar boa aula”.
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“O senhor não quer que eu dê boa aula”?
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“Não, eu quero que os alunos aprendam”.
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Entende a diferença? De certa forma, dizer “Eu dei uma boa aula, mas eles não aprenderam nada” é, pois, um problema. Se os alunos não aprenderam nada, será que a aula era boa? E, portanto, a nossa "maldição", de certa forma, de professor é que dependemos dos alunos. Os alunos dependem de nós, mas existe uma contra dependência de nós para com os alunos. Se eles não querem estudar, eles vão fracassar. Quem vai ser cobrado? O aluno, mas também o professor. A autoestima e o sucesso pedagógico do professor dependem da mobilização intelectual dos alunos. Isso significa também que, de forma geral, a mobilização do docente deve provocar, desencadear, de certa forma, a mobilização dos estudantes, dos alunos, ou seja, uma mobilização com uma dupla articulação, como diriam os linguistas.
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CHARLOT, B. A mobilização no exercício da profissão docente. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/ rce/article/view/1655/1504 Acesso em: 16 de jul. 2022.
Com base no texto, marque a assertiva INCORRETA sobre a ação didática do professor(a), em relação ao aprender e ensinar: