Questão 1759009

Língua Inglesa · 2015

Questão

ID 1759009

Disciplina: Língua Inglesa

Assunto: Letras de Música e Poemas | Song Lyrics And Poems

Ano: 2015 Banca: UFG - Universidade Federal do Goiás Órgão: Universidade Federal de Goiás


Questions 47 to 50 refer to the poem below and some of its translations.



Sonnet LXXIII William Shakespeare That time of year thou may'st in me behold When yellow leaves, or none, or few, do hang Upon those boughs which shake against the cold, Bare ruin'd choirs, where late the sweet birds sang. In me thou see'st the twilight of such day, As after sunset fadeth in the west, Which by-and-by black night doth take away, Death's second self, that seals up all in rest. In me thou see'st the glowing of such fire That on the ashes of his youth doth lie, As the death-bed whereon it must expire Consum'd with that which it was nourish'd by. This thou perceivest, which makes thy love more strong, To love that well which thou must leave ere long.


Tradução de Ivo Barroso:
Em mim tu podes ver a quadra friaEm que as folhas, já poucas ou nenhumas, Pendem do ramo trêmulo onde havia Outrora ninhos e gorjeio e plumas. Em mim contemplas essa luz que apagaQuando no poente o dia se faz mudoE pouco a pouco a negra noite o traga,Gêmea da morte, que cancela tudo.Em mim tu sentes resplender o fogoQue ardia sob as cinzas do passadoE num leito de morte expira logoDo quanto que o nutriu ora esgotado.Sabê-lo faz o teu amor mais fortePor quem em breve há de levar a morte.

Tradução de Jerônimo de Aquino:
Em mim poderás ver impressa a estação do anoEm que folha nenhuma ou pouca se pendura Nos galhos que sacode o vento frio e insano,Coros da passarada, ermos, em desventura;Em mim poderás ver essa mesma tristezaDa tarde, quando o Sol no horizonte agoniza, Quando a noite, outra morte, envolve a NaturezaDe trevas e em repouso a fecha e paralisa.Em mim poderás ver quão forte era esse fogo,Que nas cinzas deixou a minha mocidade, Como em leito mortuário, onde ela se esfez logo,Com tudo quanto a punha em plena atividade;E, em face desse quadro, amor maior terás Ao que hoje inda estás vendo e amanhã não verás.

Tradução de Jorge Wanderley:
Podes em mim ver o tempo sombrioDas poucas folhas secas que pendentesTremem nos ramos trêmulos de frio,Coro em ruína, os pássaros ausentes.Em mim a luz que se desfaz do diaE no ocaso se extingue e encontra pouso E ao qual a noite aos poucos alicia, Morte segunda, que em tudo é repouso.Em mim tu vês a chama ainda a arder:Na juventude em cinzas, quase expiraNo último leito / onde ela vai morrer Consumida naquilo que a nutrira. Tudo o que vês, mais forte amor preserveNo amor a quem tu vais deixar em breve

Tradução de Vasco Graça Moura:
Em mim vês a estação em que se inclinaa folhagem sem cor, já pouca, em ramos, lá onde os frios claustros são ruínae os pássaros tardios escutamos.Em mim vês lusco-fusco de tal dia,Quando a oeste o sol se queda mudoe a noite a pouco e pouco o abrevia,segundo ser da morte a selar tudo.Em mim vês que esse fogo bruxuleia,cinza da juventude que caiu,como o leito de morte em que se alheia,onde o consome o que antes o nutriu.Isto vês, para amar mais te fazeramar bem o que em breve vais perder.



Which poet below illustrates the artistic re-trans-creation by the addition of more elements to the first quatrain of the Shakespearean poem?

Alternativas da questão 1759009
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