Questão
ID 112330Disciplina: Pedagogia
Assunto: Parâmetros Curriculares Nacionais
Ano: 2025 Banca: AMEOSC - Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina Órgão: Prefeitura Municipal de Iporã do Oeste
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 7.
O 'efeito porta": por que esquecemos o que íamos fazer quando mudamos de cômodo?
Você chega à cozinha com uma ideia clara na cabeça. Mas, ao cruzar a porta, algo se dilui e você não lembra o que veio fazer.
Você fica, então, alguns segundos em frente à geladeira, como se o frio pudesse refrescar a intenção que se perdeu com a mudança de ambiente.
A psicologia cognitiva estudou este fenômeno e ele é conhecido como "efeito porta" (doorway effect ou location updating effect, em inglês). Basta atravessar uma porta para que o cérebro interprete que uma função terminou e outra começou.
Isso ocorre porque nossa memória semântica (que usamos para recordar conceitos) funciona melhor quando está associada à memória episódica (que empregamos para recordar lugares). E esta última está vinculada a chaves contextuais.
Essa farsa efêmera bem que poderia ser representada em um teatro, como o simbólico e carnavalesco Grande Teatro Falla de Cádiz, na Espanha, em frente ao qual escrevo estas palavras.
Abrem-se as cortinas e surgem pessoas em trajes de mergulho
No final da década de 1970, o psicólogo britânico Alan Baddeley, mundialmente conhecido pelos seus estudos da memória, realizou com seus colegas diversos estudos com um elenco curioso.
No seu experimento mais conhecido, ele pediu a uma equipe universitária de mergulho que memorizasse listas de palavras em dois ambientes distintos: embaixo d'água e em terra firme. Depois, ele avaliou a capacidade dos participantes de recordar aquelas palavras, tanto no mesmo ambiente de aprendizado quanto no outro.
O resultado foi claro. Os que aprenderam e recordaram no mesmo lugar (água-água ou terra-terra) atingiram melhores resultados.
E, com o passar do tempo, diversos outros estudos confirmaram que o contexto e o próprio estado de espírito desempenham papel fundamental nas funções da memória.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2vômqdv260 - fragmento
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) registram, quanto ao ensino de Língua Portuguesa, que a aprendizagem do código escrito e da língua em uso devem ocorrer de forma simultânea e, para isso, o professor precisa usar textos que existam fora da escola, de maneira contextualizada. Importa, segundo o documento, que o aluno produza textos para interlocutores de verdade, não apenas para fins avaliativos, de modo que a produção textual faça sentido para os estudantes.
(/C:/Users/Codifica/Downloads/caderno_completo_revisado_2014_CMLII%20web%20(2).pdf)
Com base nisso, analise os exemplos de encaminhamentos metodológicos que o professor poderá adotar para mediar a aprendizagem da leitura no primeiro e no segundo ciclo (PCNs, 1997), marcando com (V) as afirmativas verdadeiras ou com (F) as falsas.
(_) É preciso que os alunos leiam diferentes textos que circulam socialmente, com o objetivo de construírem significados e não simplesmente decodificarem o texto.
(_) Mesmo que os alunos ainda não saibam ler, é importante instigá-los a manusear os materiais escritos como se soubessem ler. Nesse contexto, a leitura em voz alta feita pelo professor é fundamental.
(_) Antes de lerem determinado texto, o professor deve conversar com seus alunos sobre a temática do texto, no sentido de ativar o conhecimento prévio dos alunos sobre o assunto. Também é importante chamar a atenção do aluno para as funções sociocomunicativas e para as características linguísticas do gênero textual/discursivo a ser lido.
(_) A atividade de leitura em sala de aula pode ser aplicada de forma espontânea, sem necessidade de planejamento prévio, já que cada aluno tem a possibilidade de escolher livros fora do ambiente escolar, conforme suas experiências pessoais. Assim, a leitura passará a ter sentido para ele.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é: