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Questões de Criminologia

2.157 questões encontradas

  1. Questão 921

    ID 2814052

    Disciplina: Criminologia

    Assuntos: Prevenção Primária, Secundária, Terciária

    Ano: 2023 Banca: Instituto Verbena Órgão: Prefeitura Municipal de Santa Helena de Goiás


    Um gestor de saúde percebe a importância de se implementar medidas preventivas que objetivam a melhoria da qualidade dos cuidados prestados aos clientes, atuando no cuidador, de onde provêm esses cuidados, como por exemplo evitar a exaustão de seus profissionais. Essa é uma ação de prevenção

    Alternativas da questão 2814052
  2. Questão 922

    ID 2812513

    Disciplina: Criminologia

    Assunto: Justiça Restaurativa

    Ano: 2025 Banca: FUNDATEC - Fundação Universidade Empresa de Tecnologia e Ciências Órgão: Prefeitura Municipal de Xangri-lá


    Sobre a prática da justiça restaurativa no ambiente escolar, assinale a alternativa INCORRETA.

    Alternativas da questão 2812513
  3. Questão 923

    ID 2802186

    Disciplina: Criminologia

    Assunto: Bullying

    Ano: 2023 Banca: FUNDATEC - Fundação Universidade Empresa de Tecnologia e Ciências Órgão: Instituto Federal Catarinense


    A escola se caracteriza por ser um espaço em que muitos convivem. E, por consequência, um lugar onde as diferenças se encontram. Alguns conflitos podem e devem ser previstos em lei para elaboração de planejamento de combate e erradicação. Sobre bullying e cyberbullying, relacione a Coluna 1 à Coluna 2.

    Coluna 1

    1. Bullying.

    2. Cyberbullying.

    Coluna 2

    ( ) Enviar mensagens intrusivas da intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que resultem em sofrimento ou com o intuito de criar meios de constrangimento psicológico e social.

    ( ) Atos agressivos entre alunos e/ou grupos de alunos, nas escolas. Até pouco tempo, era reconhecido como “briguinha de criança”.

    ( ) Depredações, invasões e arrombamentos seguidos de furtos.

    ( ) Prática que envolve o uso de tecnologias de informação e comunicação para dar apoio a comportamentos deliberados, repetidos e hostis praticados por um indivíduo ou grupo com a intenção de prejudicar o outro.

    A ordem correta de preenchimentos dos parênteses, de cima para baixo, é:

    Alternativas da questão 2802186
  4. Questão 924

    ID 2800378

    Disciplina: Criminologia

    Assunto: Extensão da Criminalidade no Mundo e no Brasil

    Ano: 2023 Banca: Objetiva Concursos Órgão: Prefeitura Municipal de Novo Xingu


    No Brasil, os crimes que mais levam pessoas a serem presas são os relacionados:

    Alternativas da questão 2800378
  5. Questão 925

    ID 2795401

    Disciplina: Criminologia

    Assunto: Bullying

    Ano: 2023 Banca: Avança SP - Instituto Avança São Paulo Órgão: Prefeitura Municipal de São Miguel Arcanjo


    O Bullying é caracterizado por diversos atos de agressão e desrespeito. Como por exemplo:

    Alternativas da questão 2795401
  6. Questão 926

    ID 2778179

    Disciplina: Criminologia

    Assunto: Justiça Restaurativa

    Ano: 2024 Banca: FUNDATEC - Fundação Universidade Empresa de Tecnologia e Ciências Órgão: Prefeitura Municipal de Cidreira


    Em relação aos círculos de construção da paz, assinale a alternativa INCORRETA.

    Alternativas da questão 2778179
  7. Questão 927

    ID 2771401

    Disciplina: Criminologia

    Assunto: Racismo Estrutural

    Ano: 2023 Banca: INQC - Instituto Nacional de Qualificação e Capacitação Órgão: Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis


    Os problemas do reconhecimento facial

    Em 2019, um cidadão do estado de Nova Jersey chamado Nijeer Parks foi preso pela polícia acusado de roubar uma loja e tentar atropelar policiais na fuga. Ele passou dez dias na prisão e teve de gastar US\$ 5.000 para se defender das acusações. Parks era inocente. A razão da sua prisão foi uma identificação equivocada feita por uma câmera usando a tecnologia de reconhecimento facial.

    Seu caso não é um fenômeno isolado. Outras pessoas já foram presas por erros da tecnologia de reconhecimento facial. Esse tipo de sistema é ainda embrionário e apresenta falhas graves. Quando implementado em larga escala, seu efeito é multiplicar injustiças.

    Várias pesquisas vêm demonstrando que esses sistemas sofrem de uma incapacidade significativa de reconhecer os tons negros e também de várias populações asiáticas. Um estudo do Instituto de Tecnologia e Standards, nos Estados Unidos, mostrou que as taxas de erro são significativas. O número de erros com relação a pessoas de pele preta pode chegar a cem vezes mais do que falsos positivos de pessoas de pele branca.

    Em outra pesquisa que ficou famosa, Joy Buolamwini, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, encontrou resultados igualmente preocupantes. Detectou que as falhas nos sistemas de reconhecimento facial analisados apresentavam um alto viés racial e também de gênero. Como os sistemas haviam sido programados com base em imagens de homens brancos, apresentavam altas taxas de erro com relação a outras demografias.

    Os problemas do reconhecimento facial não param por aí. Mesmo que sua acurácia tenda a aumentar ao longo do tempo, há inúmeros outros problemas. É muito difícil simular em laboratório condições reais de aplicação de um sistema como esse em ambientes não controlados, como uma cidade. Nas cidades há variações como iluminação e até condições climáticas que interferem nos resultados.

    Além disso, uma vez implementado, não há para onde fugir. O sistema passa a monitorar indistintamente todas as pessoas que circulam pelas ruas, inclusive crianças. O processamento de dados de crianças levanta diversos problemas e esbarra em questões regulatórias específicas derivadas da Lei Geral de Proteção de Dados em vigor no Brasil.

    Outro problema da tecnologia é que novas aplicações começam a surgir além do reconhecimento da face. Uma empresa irlandesa desenvolveu um sistema capaz de “enxergar” as palavras ditas por uma pessoa, através de leitura labial automatizada feita por câmeras. Outras empresas conseguem medir sentimentos como raiva e alegria e até mesmo analisar o estado de saúde da pessoa por sua aparência física e comportamento.

    Em outras palavras, uma vez que um sistema como esse é implementado ao nível de uma cidade, não há marcha a ré, e sim um adeus à privacidade no espaço público. Sem contar o fato de que os bancos de dados de rostos podem vazar. Já houve incidentes de ciberataques a bancos de dados de rostos. Uma vez que dados assim vazam, não tem como serem “desvazados”.

    Para um país como o Brasil, em que os dados pessoais de praticamente todos seus habitantes vazaram e estão disponíveis online, gerando uma gigantesca indústria de golpes, seria um pesadelo pensar em bases faciais identificadas vazando também.

    Ronaldo Lemos

    Folha de São Paulo, 05/12/2022



    De acordo com as ideias apresentadas no texto, um dos fatores responsáveis pelos reiterados erros na identificação facial reside em:

    Alternativas da questão 2771401
  8. Questão 928

    ID 2766861

    Disciplina: Criminologia

    Assunto: Bullying

    Ano: 2024 Banca: Avança SP - Instituto Avança São Paulo Órgão: Prefeitura Municipal de Águas de Lindóia


    Sobre o bullying, dentro da perspectiva de Silva (2010), analise as alternativas abaixo e marque V (verdadeiro) e F (falso) e, posteriormente, a alternativa pertinente.

    [ ] As formas de bullying são verbal, física e material, psicológica e moral, sexual, virtual ou cyberbullying.

    [ ] Cyberbullying é uma das formas mais agressivas de bullying, em que a perversidade se vale do anonimato.

    [ ]A expressão bullying é de origem americana, empregada para qualificar comportamentos agressivos no âmbito escolar, praticados por meninos e meninas.

    [ ]O atos de violência (física ou não) podem ocorrer de forma intencional e não intencional.

    [ ] Os comportamentos que caracterizam esses atos de violência apresentam motivações específicas.

    Alternativas da questão 2766861
  9. Questão 929

    ID 2766089

    Disciplina: Criminologia

    Assunto: Justiça Restaurativa

    Ano: 2024 Banca: Avança SP - Instituto Avança São Paulo Órgão: Prefeitura Municipal de Águas de Lindóia


    Dentre as práticas de mediação e gestão de conflitos, destacam-se as práticas restaurativas que gerenciam o conflito, por meio de um facilitador responsável por auxiliar as partes direta e indiretamente envolvidas, a realizar um processo dialógico, objetivando tornar uma relação de resistência e oposição em uma relação de cooperação. A seguir, foram destacados alguns exemplos de práticas restaurativas, afora:

    Alternativas da questão 2766089
  10. Questão 930

    ID 2762370

    Disciplina: Criminologia

    Assuntos: Prevenção Primária, Secundária, Terciária

    Ano: 2024 Banca: FUNPAR NC UFPR - Universidade Federal do Paraná Órgão: Prefeitura Municipal de Campo Magro


    A ação preventiva que diminui os riscos e exposições decorrentes dos modos de vida modernos, urbanos e industrializados é a prevenção:

    Alternativas da questão 2762370
  11. Questão 931

    ID 2752139

    Disciplina: Criminologia

    Assunto: Bullying

    Ano: 2022 Banca: FUNDATEC - Fundação Universidade Empresa de Tecnologia e Ciências Órgão: Prefeitura Municipal de Taquari


    Termo usado para definir um conjunto de agressões contínuas e repetitivas, fazendo com que as vítimas se sintam expostas, humilhadas e ameaçadas. As agressões podem ser verbais, físicas ou psicológicas e podem acontecer no condomínio, na vizinhança, em grupos esportivos, etc. Contudo, o lugar onde essa prática mais acontece é na escola, na qual as crianças, adolescentes e jovens passam a maior parte do seu tempo e interagem com um maior número de pessoas. Esse conceito se refere à(ao):

    Alternativas da questão 2752139
  12. Questão 932

    ID 2746400

    Disciplina: Criminologia

    Assunto: Mídia e Criminalidade

    Ano: 2023 Banca: FUNCERN - Fundação de Apoio à Educação e ao desenvolvimento Tecnológico do RN Órgão: Prefeitura Municipal de Jardim do Seridó


    As questões de 01 a 10 referem-se ao texto a seguir.

    Como frear os massacres nas escolas

    Alexandre Carvalho

    Luz, câmeras do circuito interno preparadas… e ação! Um adolescente de 17 anos saca uma arma de fogo e dispara contra ex-colegas. Segundos depois, seu cúmplice, de 25, usa um machado para atingir vítimas já caídas no chão. Cinco alunos, uma coordenadora pedagógica e uma inspetora do colégio foram assassinados. Antes do ataque, um dos atiradores fez questão de se exibir na internet: publicou 20 fotos suas no Facebook, alternando entre o rosto zangado à mostra e coberto com uma máscara de caveira – a mesma que ele usou no que ficaria conhecido como o “Massacre de Suzano”.

    As cenas registradas na escola da Região Metropolitana de São Paulo, em março de 2019, foram exibidas à exaustão nos portais de internet e telejornais. Os espectadores assistiram às armas apontadas, aos golpes de machado em cabeças com a imagem distorcida – para não ferir (ainda mais) a sensibilidade da audiência. Viram as crianças pulando o muro da escola em desespero; ouviram seus gritos, choros e ligações para o celular dos pais, implorando socorro. Uma edição de cenas idênticas às dos filmes de ação mais eletrizantes. Mas era um terror real.

    Eis que um salto de quatro anos nos leva à tragédia do dia 28 de março agora. Um adolescente assassinou com facadas sua professora de 71 anos numa escola da Vila Sônia, zona oeste paulistana. Também feriu colegas até ser imobilizado e desarmado por duas mulheres. Em depoimento à polícia, o garoto confessou: “Fui inspirado pelo Massacre de Suzano”. Não à toa, usava a mesma máscara com imagem de caveira que um de seus ídolos ostentava na internet. E seguiu o padrão de se gabar. Horas antes do ataque, publicou no Twitter: “Irá acontecer hoje, esperei por esse momento a vida inteira”. Em seu perfil nessa rede social, usava o sobrenome de um dos atiradores de Suzano.

    A influência por trás desse adolescente assassino se encaixa na descrição do “efeito copycat”: o interesse de alguém no sensacionalismo em torno de crimes violentos (ou suicídios) a ponto de cometer atos semelhantes. No caso de criminosos em potencial, é gente que quer a mesma celebridade de seus malvados favoritos.

    Mas por que a publicidade de crimes geraria mais crimes? A resposta passa primeiro pela nossa própria essência: a linha entre civilização e barbárie é mais tênue do que Homo sapiens modernos tendem a crer. Freud tinha uma explicação para isso. Ele afirmava que a pressão civilizatória para a vida em sociedade trouxe um mal-estar para o que se esconde no nosso cérebro primitivo, confortável com o comportamento violento. Afinal, a humanidade passou o grosso de sua história lidando com assassinatos como parte do dia a dia. O psicólogo Steven Pinker, que estudou as razões do declínio da violência através dos tempos, escreveu: “Até recentemente, a maioria das pessoas não achava que havia algo particularmente errado com elas”.

    A sociedade mudou, mas bem mais rapidamente do que o funcionamento do órgão que temos na caixa craniana. Lá no fundo, esse instinto homicida ainda existe e quer se manifestar – e nem sempre à sombra do olhar da Justiça. Afinal, a notoriedade de um assassinato pode ser favorável a quem quer ser temido ou aceito pelo grupo (pense em grupos que dominavam outros à base da força). E, até hoje, acaricia o ego dos que desejam pôr a cabeça para fora da maioria.

    Veja o caso da morte de John Lennon. O beatle teve de escrever muitas das melhores composições da música pop para se estabelecer como um superstar. Seu assassino só precisou de cinco disparos para ter seu rosto estampado pelo mundo, e ver seu nome se tornar quase tão conhecido quanto o de sua vítima.

    O massacre da Columbine High School, de 1999, no qual dois adolescentes mataram 13 pessoas a tiros e se suicidaram em seguida, tornou os rostos e nomes dos assassinos conhecidos mundialmente. Virou filme, documentário. E levou a uma corrente de atos parecidos mundo afora. Só nos EUA, houve 377 ataques em escolas desde então.

    Com as redes sociais, o estrelato psicótico ficou ainda mais acessível. E a própria evolução no número de massacres americanos mostra isso. Em 2000, um ano após Columbine, e com a internet ainda na infância, aconteceram 12 tiroteios em escolas. Em 2018, o ano em que o TikTok se tornou o app mais baixado dos EUA, foram 30 ataques com armas de fogo. No ano passado, 46 – o recorde até agora. Um estudo da Temple University (EUA) vai ao encontro dessa ligação entre os massacres e a ascensão das redes: mostrou que adolescentes se tornam cinco vezes mais propensos a cometer crimes se sabem que seus colegas estão vendo.

    No mundo pré-internet, era mais difícil para alguém com pendor para a prática criminosa encontrar grupos com interesses idênticos. Com redes sociais é diferente: aqueles com tendências violentas acham seus semelhantes com facilidade, mesmo que estejam em cidades, estados ou países diferentes. E um agressor em potencial mais ousado estimula o outro.

    Há caminhos para minimizar essa tendência. Se o descontrole no acesso ao conteúdo está na essência das redes sociais, um relatório do Crest, consultoria britânica especializada em crime e Justiça, traz algumas recomendações. Estamos falando de treinamento de crianças como espectadores de mídia social, para orientá-las sobre como identificar (e dar um alerta) se algo parecer levar à violência. Outra seria criar uma escala de classificação para plataformas de rede social, indicando o quão seguras elas são para crianças – já que isso pressionaria as próprias redes a abolir conteúdo impróprio de forma mais eficiente. No Brasil, o Ministério da Justiça anunciou a ampliação de 10 para 50 o número de policiais do grupo de monitoramento da dark web, a terra sem lei onde comunidades de criminosos se sentem em casa.

    Mas talvez a mais importante das iniciativas seja algo simples. E que está começando a ser defendida (e posta em prática) no Brasil com ênfase depois que, poucos dias após o assassinato na Vila Sônia, um homem de 25 anos invadiu uma creche em Blumenau (SC) e matou quatro crianças com uma machadinha. É não dar o que alguns desses matadores mais querem: a celebridade.

    No mesmo dia do massacre dessas meninas e meninos, William Bonner anunciou no Jornal Nacional que os nomes e as imagens de autores de ataques, assim como vídeos dos crimes, não seriam mais divulgados na Globo. Outros órgãos de imprensa adotaram a mesma abordagem. E é o que fizemos neste artigo, incluindo casos do passado. Glamourizar assassinos, afinal, equivale a pedir por mais assassinatos.

    Disponível em:< https://super.abril.com.br/sociedade>. Acesso em 25 jun. 2023.



    De acordo com o texto, as redes sociais

    Alternativas da questão 2746400
  13. Questão 933

    ID 2746225

    Disciplina: Criminologia

    Assunto: Bullying

    Ano: 2023 Banca: PROMUN - Projetos para Municípios Órgão: Prefeitura Municipal de São José do Barreiro


    Responda (V) verdadeiro ou (F) falso, e identifique a alternativa que apresenta a sequência correta.

    “Caracteriza-se a intimidação sistemática (bullying) quando há violência física ou psicológica em atos de intimidação, humilhação ou discriminação e, ainda:

    ( ) Insultos pessoais.

    ( ) Apelidos pejorativos.

    ( ) Atos de empatia

    ( ) Ameaças por quaisquer meios.

    Alternativas da questão 2746225
  14. Questão 934

    ID 2745981

    Disciplina: Criminologia

    Assunto: Bullying

    Ano: 2023 Banca: PROMUN - Projetos para Municípios Órgão: Prefeitura Municipal de São José do Barreiro


    Bullying moral é caracterizado por ações sistemáticas do tipo:

    Alternativas da questão 2745981
  15. Questão 935

    ID 2745138

    Disciplina: Criminologia

    Assunto: Racismo Estrutural

    Ano: 2023 Banca: FUNDEP Gestão de Concursos Órgão: Prefeitura Municipal de Acaiaca


    Dados estatísticos mostram uma maior letalidade de jovens negros no Brasil.

    “Dados apresentados desde o primeiro Mapa da Violência no Brasil, de 1998, mostram a mesma realidade dos dias de hoje: o massacre dos jovens negros da periferia... Para o país como um todo, enquanto o número de homicídios de jovens brancos ‘cai 33%, o de jovens negros cresce 23,4%, ampliando ainda mais a brecha histórica pré-existente.’” (WAISELFISZ, 2012 apud GUERRA).

    Dentre as premissas para explicar o fenômeno da letalidade juvenil, na perspectiva de análise de sua dimensão subjetiva, apontadas por Guerra (2015), é incorreto afirmar:

    Alternativas da questão 2745138
  16. Questão 936

    ID 2743875

    Disciplina: Criminologia

    Assunto: Teoria das Janelas Quebradas

    Ano: 2016 Banca: FUNDEP Gestão de Concursos Órgão: Câmara Municipal de São Lourenço


    INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.

    Janelas quebradas: uma teoria do crime que merece reflexão

    Há alguns anos, a Universidade de Stanford (EUA) realizou uma interessante experiência de psicologia social. Deixou dois carros idênticos, da mesma marca, modelo e cor, abandonados na rua. Um no Bronx, zona pobre e conflituosa de Nova York e o outro em Palo Alto, zona rica e tranquila da Califórnia. Dois carros idênticos abandonados, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local.

    Resultado: o carro abandonado no Bronx começou a ser vandalizado em poucas horas. As rodas foram roubadas, depois o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, o carro abandonado em Palo Alto manteve-se intacto.

    A experiência não terminou aí. Quando o carro abandonado no Bronx já estava desfeito e o de Palo Alto estava há uma semana impecável, os pesquisadores quebraram um vidro do automóvel de Palo Alto. Resultado: logo a seguir foi desencadeado o mesmo processo ocorrido no Bronx. Roubo, violência e vandalismo reduziram o veículo à mesma situação daquele deixado no bairro pobre. Por que o vidro quebrado na viatura abandonada num bairro supostamente seguro foi capaz de desencadear todo um processo delituoso? Evidentemente, não foi devido à pobreza. Trata-se de algo que tem a ver com a psicologia humana e com as relações sociais.

    Um vidro quebrado numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação. Faz quebrar os códigos de convivência, faz supor que a lei encontra-se ausente, que naquele lugar não existem normas ou regras. Um vidro quebrado induz ao “vale-tudo”. Cada novo ataque depredador reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores torna-se incontrolável, desembocando numa violência irracional.

    Baseada nessa experiência e em outras análogas, foi desenvolvida a “Teoria das Janelas Quebradas”. Sua conclusão é que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores. Se por alguma razão racha o vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão quebrados todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração, e esse fato parece não importar a ninguém, isso fatalmente será fator de geração de delitos.

    Origem da teoria

    Essa teoria na verdade começou a ser desenvolvida em 1982, quando o cientista político James Q. Wilson e o psicólogo criminologista George Kelling, americanos, publicaram um estudo na revista Atlantic Monthly, estabelecendo, pela primeira vez, uma relação de causalidade entre desordem e criminalidade. Nesse estudo, utilizaram os autores da imagem das janelas quebradas para explicar como a desordem e a criminalidade poderiam, aos poucos, infiltrarse na comunidade, causando a sua decadência e a consequente queda da qualidade de vida. O estudo realizado por esses criminologistas teve por base a experiência dos carros abandonados no Bronx e em Palo Alto.

    Em suas conclusões, esses especialistas acreditam que, ampliando a análise situacional, se por exemplo uma janela de uma fábrica ou escritório fosse quebrada e não fosse, incontinenti, consertada, quem por ali passasse e se deparasse com a cena logo iria concluir que ninguém se importava com a situação e que naquela localidade não havia autoridade responsável pela manutenção da ordem.

    Logo em seguida, as pessoas de bem deixariam aquela comunidade, relegando o bairro à mercê de gatunos e desordeiros, pois apenas pessoas desocupadas ou imprudentes se sentiriam à vontade para residir em uma rua cuja decadência se torna evidente. Pequenas desordens, portanto, levariam a grandes desordens e, posteriormente, ao crime.

    Da mesma forma, concluem os defensores da teoria, quando são cometidas “pequenas faltas” (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade, passar com o sinal vermelho) e as mesmas não são sancionadas, logo começam as faltas maiores e os delitos cada vez mais graves. Se admitirmos atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando essas crianças se tornarem adultas.

    A Teoria das Janelas Quebradas definiu um novo marco no estudo da criminalidade ao apontar que a relação de causalidade entre a criminalidade e outros fatores sociais, tais como a pobreza ou a “segregação racial” é menos importante do que a relação entre a desordem e a criminalidade. Não seriam somente fatores ambientais (mesológicos) ou pessoais (biológicos) que teriam influência na formação da personalidade criminosa, contrariando os estudos da criminologia clássica.

    No metrô de Nova York

    Há três décadas, a criminalidade em várias áreas e cidades dos EUA – com Nova York no topo da lista – atingia níveis alarmantes, preocupando a população e as autoridades americanas, principalmente os responsáveis pela segurança pública. Nesse diapasão, foi implementada uma Política Criminal de Tolerância Zero, que seguia os fundamentos da “Teoria das Janelas Quebradas”.

    As autoridades entendiam que, por exemplo, se os parques e outros espaços públicos deteriorados forem progressivamente abandonados pela administração pública e pela maioria dos moradores, esses mesmos espaços serão progressivamente ocupados por delinquentes.

    A Teoria das Janelas Quebradas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, que havia se convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: lixo jogado no chão das estações, alcoolismo entre o público, evasões ao pagamento da passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados positivos foram rápidos e evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.

    Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Quebradas e na experiência do metrô, deu impulso a uma política mais abrangente de “tolerância zero”. A estratégia consistiu em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à lei e às normas de civilidade e convivência urbana. O resultado na prática foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.

    A expressão “tolerância zero” soa, a priori, como uma espécie de solução autoritária e repressiva. Se for aplicada de modo unilateral, pode facilmente ser usada como instrumento opressor pela autoridade fascista de plantão, tal como um ditador ou uma força policial dura. Mas seus defensores afirmam que o seu conceito principal é muito mais a prevenção e a promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinquente, mas sim de impedir a eclosão de processos criminais incontroláveis. O método preconiza claramente que aos abusos de autoridade da polícia e dos governantes também deve-se aplicar a tolerância zero. Ela não pode, em absoluto, restringir-se à massa popular. Não se trata, é preciso frisar, de tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito. Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.

    A tolerância zero e sua base filosófica, a Teoria das Janelas Quebradas, colocou Nova York na lista das metrópoles mundiais mais seguras. Talvez elas possam, também, não apenas explicar o que acontece aqui no Brasil em matéria de corrupção, impunidade, amoralidade, criminalidade, vandalismo, etc., mas tornarem-se instrumento para a criação de uma sociedade melhor e mais segura para todos.

    PELLEGRINI, Luis. Janelas quebradas: uma teoria do crime que merece reflexão. Disponível em: <http://zip.net/bjrmgN>. Acesso em: 13 out. 2015 (adaptação)



    Analise as afirmativas a seguir.

    I. A Teoria das Janelas Quebradas estabelece uma relação entre a ordem do ambiente em que se vive e os crimes cometidos nesse ambiente.

    II. Segundo a Teoria das Janelas Quebradas, a pobreza de região não tem relação com os crimes cometidos nessa região.

    III. De acordo com a Teoria das Janelas Quebradas, é possível inferir que, para manter a ordem, as autoridades podem se valer de força excessiva, desde que para coibir os delitos praticados.

    De acordo com o texto, estão INCORRETAS as afirmativas:

    Alternativas da questão 2743875
  17. Questão 937

    ID 2740973

    Disciplina: Criminologia

    Assunto: O Crime Como Fenômeno Isolado: Estudo do Homicídio

    Ano: 2022 Banca: Objetiva Concursos Órgão: Prefeitura Municipal de Carmo do Paranaíba


    O Brasil, cuja população equivale a 2,7% dos habitantes do planeta, respondeu por cerca de 20,5% dos homicídios conhecidos que foram cometidos mundialmente em 2020. Conforme o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o principal instrumento utilizado para matar, em 98,4% das mortes decorrentes de intervenções policiais; 75% dos homicídios dolosos; 65,9% dos latrocínios (roubos seguidos de morte); e 11% das lesões corporais seguidas de morte, foi:

    Alternativas da questão 2740973
  18. Questão 938

    ID 2734878

    Disciplina: Criminologia

    Assuntos: Criminologia, Policiamento e Segurança Pública no Século XXI

    Ano: 2022 Banca: IBADE - Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo Órgão: Prefeitura Municipal de Barra de São Francisco


    Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 8.

    TEXTO

    Especialista comenta as principais tecnologias para a segurança pública.

    Anuário de Segurança Pública apresenta dados do setor em 2021; Especialista da Samsung SDS comenta as principais tecnologias já disponíveis no mercado. Em 21/07/2022

    Além de ser um dever do Estado, "a segurança pública é um direito e uma responsabilidade de todos, a ser exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio". É o que afirma o Artigo 144 da Constituição Federal, que, para garantir a proteção de todos os cidadãos, utiliza-se de seis órgãos: Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Federal, Polícias Civis, Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares.

    De acordo com dados do anuário de Segurança Pública, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública referente a 2021 e divulgado no final de junho, o número de mortes violentas intencionais caiu 6,5% no Brasil. Quanto à força policial, a análise registrou a queda de 4,9% nas mortes em intervenções. Ao todo, 190 policiais foram assassinados no período analisado, uma baixa de 12% em comparação ao ano precedente.

    Henrique Tesoto, especialista em soluções para o setor público da Samsung SDS, chama a atenção para o fato de que, cada vez mais, têm sido criadas tecnologias que contribuem para a redução dos números mencionados acima. "Tecnologias como Body Cams (Câmeras Corporais, em português) têm sido usadas para oferecer mais segurança à força policial presente nas ruas brasileiras. Essas câmeras permitem gravação e transmissão de dados em tempo real ao centro de controle. Ao ser integrada com sistemas de reconhecimento facial e banco de dados governamentais, a ferramenta tem a capacidade de identificar cidadãos e consultar informações como mandados de prisão, foragidos, entre outros", exemplifica. "O uso de câmeras corporais também permite às Corporações Policiais se resguardar de acusações de abuso da força policial e outros ataques ao gravar todas as interações dos agentes com a população e suspeitos", complementa o especialista. "Além de proporcionar um controle maior das operações e a coleta e documentação mais eficiente de provas e evidências.”

    Tesoto ainda destaca outras tecnologias que apoiam as corporações policiais no controle das operações: "Uma delas contribui para o monitoramento de informações de saúde dos agentes, como batimentos cardíacos, pressão sanguínea, por exemplo, antecipando e identificando situações de stress. É possível também oferecer um mapeamento de áreas de risco e controle dos agentes que passam por tais áreas", exemplifica.

    "Através de um smartwatch, por exemplo, um agente pode acionar o botão de emergência que envia uma notificação automática com a localização do mesmo para uma central de controle", informa.

    Segundo o especialista em soluções para o setor público da Samsung SDS, também ganham destaque tecnologias de Realidade Virtual e Aumentada para simulações e treinamentos imersivos dos agentes policiais. "A utilização desse tipo de tecnologia permite que projetos sejam desenvolvidos, a fim de que os formandos interajam com um cenário realista do que encontrarão em campo, visando o aprendizado na prática por meio de simulações".

    Ainda que os números referentes à pesquisa do Fórum Brasileiro sejam de quedas, Tesoto reforça a importância de investimento de empresas privadas no setor de segurança pública. "A sociedade como um todo, não só organizações públicas, deve estar atenta à segurança pública, uma vez que a falta dela pode impactar a todos enquanto sociedade", finaliza.

    (https://www.terra.com.br)



    Conforme Henrique Tesoto, especialista em soluções para o setor público da Samsung SDS, algumas tecnologias de segurança já estão disponíveis no mercado, como por exemplo:

    Alternativas da questão 2734878
  19. Questão 939

    ID 2723756

    Disciplina: Criminologia

    Assunto: Política Penitenciária Brasileira e Dados do Encarceramento

    Ano: 2023 Banca: AMAUC - Associação dos Municípios do Alto Uruguai Catarinense Órgão: Prefeitura Municipal de Jaborá


    Julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS ou FALSAS.

    1.(__)A ressocialização por meio de aulas de artes aplicadas é um tipo de programa ou atividade que visa ajudar indivíduos que tiveram problemas com a lei a se reintegrar à sociedade de maneira saudável e produtiva.

    2.(__)As aulas de artes aplicadas podem ser realizadas por meio da participação em aulas de arte, como pintura, escultura, música, teatro, dança, fotografia, entre outras, que podem fornecer um meio de expressão e criatividade para os participantes.

    3.(__)Os programas de ressocialização são oferecidos principalmente em escolas de Arte de bairro e centros de pesquisa.

    A sequência CORRETA é:

    Alternativas da questão 2723756
  20. Questão 940

    ID 2723715

    Disciplina: Criminologia

    Assunto: Modelo Ressocializador (Terapêutico)

    Ano: 2023 Banca: AMAUC - Associação dos Municípios do Alto Uruguai Catarinense Órgão: Prefeitura Municipal de Jaborá


    São benefícios potenciais da ressocialização por meio de aulas de artes aplicadas, EXCETO:

    Alternativas da questão 2723715
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