Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Mito
Ano: 2016 Banca: BIO RIO - Fundação BIO-RIO Órgão: Prefeitura Municipal de Itupeva
“Para os Suruí, Paiterei, também a onça, Mekô, era o dono do fogo. O Criador, Palop, literalmente Nosso Pai, pede ao passarinho Orobab, preto, com cauda comprida, que vá roubar o fogo para a humanidade, que passa frio e não tem como cozinhar. Para que Orobab não seja devorado de imediato, Palop passa uma substância amarga no corpo do pássaro. Orobab vai, conversa com Mekô, distrai a onça, senta-se bem perto do fogo, ignorando os avisos da onça para que não queime o rabo, e chamusca suas penas, voando em fuga. Ao chegar perto dos homens, senta-se na árvore de urucum, em uma outra árvore cujo nome em português não está identificado, e por último no pau-brasil. Os Paiterei costumavam fazer fogo friccionando galhos de quaisquer dessas três árvores. Assim é que os Paiterei conseguiram o fogo, segundo contam na história do fogo.”
Mindlin et al., 1996: 90-91
Mircea Eliade, autor romeno referência no estudo dos mitos, enumera as características desse tipo de discurso. Os itens abaixo discriminados permitem identificar característica do mito segundo o autor citado, EXCETO na afirmação de que: