Questão
ID 978968Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Objeto Indireto
Ano: 2024 Banca: IMPARH - Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos Órgão: Prefeitura Municipal de Fortaleza
O anel de Giges
- Não podemos negar que há homens que, embora não cometam nenhuma injustiça, prefeririam ter o poder de fazê-lo
- impunemente, caso quisessem. Tomemos como exemplo o pastor Giges. Este, segundo a história, era um simples pastor a serviço
- do rei da Lídia.
- Um dia, aconteceu que a terra tremeu, e abriu-se um sulco no solo, no lugar onde ele se encontrava pastoreando. Admirado,
- desceu ao fundo da abertura e encontrou um cavalo de bronze, maior que um cavalo natural, e umas portas. Tendo aberto as
- portas, encontrou um corpo morto, maior que o corpo de um homem natural, e junto a ele um anel. Depois de ter retirado o anel
- do dedo do morto, saiu da abertura.
- Com esse anel no dedo, foi assistir à assembleia habitual dos pastores, que se realizava todos os meses, para informar ao
- rei o estado dos seus rebanhos. Tendo ocupado o seu lugar no meio dos outros, virou, sem querer, a pedra do anel para o interior
- da mão; imediatamente se tornou invisível aos seus vizinhos, que falaram dele como se não se encontrasse ali.
- Assustado, apalpou novamente o anel [...]. Assim que teve certeza, conseguiu juntar-se aos mensageiros que iriam
- conversar com o rei. Chegando ao palácio, ele seduziu a rainha, conspirou com ela a morte do rei, matou-o e obteve, assim, o
- poder.
- Agora suponha que existam dois anéis dessa natureza, e o justo recebesse um, e o injusto, outro. É provável que nenhum
- fosse de caráter tão firme para perseverar na justiça e para ter a coragem de não se apoderar dos bens de outra pessoa. Afinal, ele
- poderia tirar sem receio o que quisesse dos mercados e lojas, introduzir-se nas casas para se unir a quem lhe agradasse, matar uns,
- libertar outros da prisão e fazer o que quisesse, tornando-se igual a um deus entre os homens.
- Agindo assim, nada o diferenciaria do mau: ambos tenderiam para o mesmo fim. Isso é uma grande prova de que ninguém
- é justo por vontade própria, mas por obrigação, não sendo a justiça um bem individual, visto que aquele que se julga capaz de
- cometer a injustiça comete-a.
Adaptado de https://www.netmundi.org/filosofia/o-anel-de-giges-uma-lenda-sobre-a-moralidade/. Acesso em: 17 set. 2024
Classifique, sintaticamente, os termos da segunda coluna de acordo com a primeira. Ato contínuo, assinale a alternativa que completa corretamente os parênteses de cima para baixo.
( 1 ) sujeito
( 2 ) objeto direto
( 3 ) objeto indireto
( 4 ) predicativo do sujeito
( 5 ) complemento nominal
(__) “um simples pastor a serviço do rei da Lídia” (l. 02 e 03)
(__) “à assembleia habitual dos pastores” (l. 08)
(__) “a um deus entre os homens” (l. 17)
(__) “o pastor Giges” (l. 02)
(__) “um sulco” (l. 04)