Questão
ID 885536Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Orações Subordinadas Adjetivas Restritivas
Ano: 2015 Banca: FUNIVERSA Órgão: Polícia Civil do Estado de Goiás
Texto para responder às questões de 1 a 4.
1 Os novos Sherlock Holmes trocaram as lupas por
luzes forenses. São lanternas portáteis ou lâmpadas de
maior porte que emitem luzes de diferentes comprimentos
4 de onda, ajudando a revelar coisas que normalmente
passariam despercebidas. As fibras sintéticas ficam
fluorescentes na maioria dos comprimentos de onda,
7 especialmente nos 300 nanômetros da luz ultravioleta. Já
materiais orgânicos, como fibras de algodão, saliva, urina,
sêmen e ossos, ficam opacos e esbranquiçados sob a luz
10 negra. “Investigando um caso de estupro, analisei o banco
de um carro sem sinais evidentes. Com a luz, pude ver e
coletar uma amostra de sêmen e identificar o material
13 genético que incriminou um suspeito”, diz uma perita da
Polícia Científica de São Paulo.
Mas isso não é nada perto do que já é possível fazer
16 com impressões digitais. Sim, porque a coleta dessas provas
essenciais não é tão simples quanto parece. A maioria delas
não é visível a olho nu, e, muitas vezes, era impossível
19 identificá-las.
Superfícies molhadas, por exemplo, sempre foram
uma barreira para os peritos. Problema resolvido com o
22 desenvolvimento de nanopartículas de óxidos de zinco,
usadas em um pó que reage com a gordura deixada pelas
digitais mesmo na presença de água. Depois, é só iluminar a
25 região desejada com luz ultravioleta e a digital, brilhante,
está pronta para ser registrada numa foto.
O próximo desafio é tirar impressões digitais de pele
28 humana, tarefa que está sendo pesquisada por cientistas
norte-americanos. Eles desenvolveram um equipamento
portátil que realiza uma técnica conhecida por
31 espectroscopia de superfície aumentada. O método já
mostrou que funciona, mas o instrumento é feito com
nanofios revestidos de prata que ainda não dão resultados
34 muito nítidos. O grupo trabalha para melhorar esse
revestimento e chegar a uma impressão digital mais
evidente, que possa ser revelada com uma fotografia na
37 própria cena do crime.
Ao mesmo tempo, segundo a revista Science,
impressões digitais em superfícies molhadas e em pele
40 humana estão prestes a ser reveladas por um único
equipamento, que vaporiza uma mistura de moléculas de
metanol e água carregadas eletricamente sobre a área
43 investigada. Em contato com a mistura, cada superfície
emite íons específicos. Captados por um aparelho, esses
sinais são transformados em unidades de imagem, como se
46 fossem pixels. O resultado é uma versão digital da marca
dos dedos, produzida em poucos segundos. E o mais incrível
é que o aparelho também distingue substâncias em que o
49 autor da marca tenha tocado antes, como drogas, pólvora,
metais e substâncias químicas em geral. O kit básico de
trabalho de campo de um perito criminal ainda vai ganhar
52 mais um forte aliado nos próximos anos, com a chegada ao
mercado de um gravador portátil de imagens em 3
dimensões, apresentado por cientistas de um centro de
55 pesquisas alemão. Com ele, os peritos não precisarão mais
esperar o gesso secar para conseguir um molde de uma
pegada ou marca de pneu. Bastará tirar uma foto com o
58 equipamento e a imagem em 3D poderá ser passada para
um computador para comparações. O gravador também
poderá ser útil para filmar cenas de crime em locais
61 públicos, onde não se tem chance de preservar a cena por
muito tempo: bastará reconstruir o ambiente virtualmente e
estudá-lo com mais calma no laboratório.
Tarso Araújo. Ciência contra o crime. Internet:
<www.super.abril.com.br> (com adaptações).
Em relação à estrutura morfossintática do texto, assinale a alternativa correta.