Questão
ID 838903Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Ano: 2015 Banca: MPMS - Ministério Público de Mato Grosso do Sul Órgão: Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul
Instrução: As questões 41 a 50 estão relacionadas ao texto abaixo.
- O app de chamar táxi faz o motorista se materializar em minutos. E está quebrando as empresas de
- radiotáxi. No AirBnB, você entra, escolhe uma casa disponível para alugar por uma semana e já negocia
- esse minialuguel direto com o dono. Sai bem mais barato que hotel. Lindo, só que não para os hotéis, que
- estão perdendo hóspedes aos tufos.
- O desemprego causado por tecnologia não é exclusividade do nosso tempo. O medo de máquinas
- tomando o lugar das pessoas vem desde pelo menos 350 a.C., com Aristóteles perguntando o que seria
- dos servos quando a lira tocasse sozinha. Mas foi dois mil anos depois do filósofo, com a Revolução
- Industrial, que a coisa ficou séria. Na Inglaterra do século 19, os chamados luditas destruíram fábricas que
- substituíam trabalhadores braçais por máquinas a vapor.
- A maior parte dos economistas apontaria que não adianta se revoltar porque a história das “revoluções
- produtivas” é uma história de desemprego momentâneo. A introdução de máquinas deixou um monte de
- gente sem ter o que fazer no campo. Mas elas migraram para as cidades, e encontraram várias coisas para
- fazer. Quando as máquinas começaram a tomar os empregos em fábricas, essas pessoas foram para o
- campo dos serviços. E essa foi a receita de progresso econômico até aqui: a tecnologia tirava empregos
- num primeiro momento, porque aumentava a produtividade – uma pessoa passava a fazer o trabalho de
- várias pessoas. Depois, o aumento da produtividade criava mais riqueza. E essa riqueza dava à luz mais
- empregos. Pronto. Bom para todas as partes.
- Mas agora parece ser diferente. É o que mostra um cálculo dos pesquisadores Erik Brynjolfsson e
- Andrew McAfee, do MIT. Eles observaram o seguinte: quanto mais aumentou a produtividade ao longo do
- século passado, mais cresceu o número de empregos. Até aí, tudo em linha com a teoria econômica
- tradicional. Mas as coisas mudaram. Por volta do ano 2000, a produtividade começou a crescer num
- ________ bem mais acelerado que a criação de novas vagas. E a distância só aumentou: quanto mais
- produtividade (ou seja: quanto mais tecnologia), menos emprego. Os países do mundo desenvolvido estão
- de prova: boa parte deles sofre com taxas altíssimas de desemprego, que teimam em não voltar aos
- índices pré-crise de 2008.
- E talvez nunca voltem. “A raiz dos problemas não é estarmos em uma grande ________”, eles dizem.
- “Mas no início de uma grande ________”. O problema é que a inovação estaria acontecendo rápido
- demais. E não haveria tempo nem dinheiro suficiente para começar novas indústrias, que ainda não
- imaginamos.
Adaptado de: BURGOS, P. Disponível em:<http://super.abrill.com.br/cotidiano/fim-empregos-769788.shtml>. Acesso em: 23 mar.
2015.
Considere as três afirmações abaixo, sobre a formação de palavras do texto.
I. Na palavra radiotáxi (l. 2), radio- tem o mesmo sentido que radio- na palavra radioterapia.
II. A palavra pesquisadores (l. 18) apresenta sufixo que pode formar substantivos a partir de verbos.
III. A palavra tradicional (l. 21) contém sufixo que pode formar adjetivos a partir de substantivos.
Quais estão corretas?