Esdras e Efraim, em coautoria, ajustaram a
prática do crime de furto contra o
Restaurante Bom Prato, em horário em que
não houvesse ninguém, ou seja, que
estivesse fechado. A exigência de Efraim,
para a prática delituosa, seria para que
fossem desarmados, pois ele não aceitava o
emprego de qualquer violência. Na ocasião
em que o crime foi praticado, Esdras disse a
Efraim para ficar do lado de fora dando
cobertura, enquanto ele entraria no
restaurante para furtar. Ao entrar no
restaurante sozinho, Esdras se depara com
o vigia e, de posse de uma faca (que trazia
em sua cintura, sem o conhecimento de
Efraim), desfere vários golpes no vigia que
não resiste aos ferimentos e morre no local.
Em seguida, Esdras foge e deixa seu colega
sem saber do ocorrido. Com base nesse
contexto hipotético, pode-se afirmar que
Efraim agiu em cooperação dolosamente
distinta, razão pela qual responderá por
crime de roubo com causa especial de
diminuição de pena.