Questão
ID 788488Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Relação de Causa e Consequência
Ano: 2018 Banca: CESPE CEBRASPE - Centro de Seleção e de Promoção de Eventos UnB Órgão: Polícia Federal
Texto CB1A1AAA
1 ____ Não há dúvida de que a televisão apresenta ao públicoNão há dúvida de que a televisão apresenta ao público
uma visão distorcida de como a ciência forense é conduzida e
sobre o que ela é capaz, ou não, de realizar. Os atores que
4 interpretam a equipe de investigação, por exemplo, são uma
mistura de policial, detetive e cientista forense — esse perfil
profissional não existe na vida real. Toda profissão,
7 individualmente, já é complexa o bastante e demanda
educação, treinamento e métodos próprios. A especialização
dentro dos laboratórios tornou-se uma norma desde o final da
10 década de 80 do século passado. O cientista forense precisa
conhecer os recursos das outras subdisciplinas, mas ninguém
é especialista em todas as áreas da investigação criminal. Além
13 disso, os laboratórios frequentemente não realizam todos os
tipos de análise devido ao custo, à insuficiência de recursos ou
à pouca procura.
16 ___ As séries da TV retratam incorretamente os cientistasAs séries da TV retratam incorretamente os cientistas
forenses, mostrando-os como se tivessem tempo de sobra para
todos os casos. Os programas mostram diversos detetives,
19 técnicos e cientistas dedicando toda sua atenção a uma
investigação. Na realidade, cada cientista recebe vários casos
ao mesmo tempo. A maioria dos laboratórios acredita que o
22 acúmulo de trabalho é o maior problema que enfrentam, e boa
parte dos pedidos de aumento no orçamento baseia-se na
dificuldade de dar conta de tanto serviço.
25 ___ Os programas de investigação criminal de ficção nãoOs programas de investigação criminal de ficção não
reproduzem corretamente o que ocorre na vida real quando o
assunto são as técnicas científicas: um cientista forense da
28 Universidade de Maryland estima que cerca de 40% do que é
mostrado no CSI não existe. Os investigadores verdadeiros não
conseguem ser tão precisos quanto suas contrapartes
31 televisivas. Ao analisar uma amostra desconhecida em um
aparelho com telas brilhantes e luzes piscantes, o investigador
de um desses seriados pode conseguir uma resposta do tipo
34 “batom da marca X, cor 42, lote A-439”. O mesmo personagem
talvez interrogue um suspeito e declare “sabemos que a vítima
estava com você, pois identificamos o batom dela no seu
37 colarinho”. No mundo real, os resultados quase nunca são tão
exatos, e o investigador forense provavelmente não
confrontaria diretamente um suspeito. Esse desencontro entre
40 ficção e realidade pode acarretar consequências bizarras. Em
Knoxville, Tennessee, um policial relatou: “Estou com um
homem cujo carro foi roubado. Ele viu uma fibra vermelha no
43 banco traseiro e quer que eu descubra de onde ela veio, em que
loja foi comprada e qual cartão de crédito foi usado”.
A realidade do CSI. In: Scientific American Brazil. Segmento.
Internet: <http://www2.uol.com.br> (com adaptações).
No que se refere aos sentidos do texto CB1A1AAA, julgue os itens a seguir.
Conclui-se do último período do primeiro parágrafo que os laboratórios de investigação criminal têm pouca demanda de trabalho e, por isso, não realizam todos os tipos de análises mostrados nas séries de TV que retratam os processos de investigação forense.