Questão
ID 784672Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Ordenação de Parágrafos
Ano: 2015 Banca: ESAF - Escola de Administração Fazendária Órgão: Ministério da Fazenda
Leia atentamente o texto abaixo.
Criado há dois anos, o Programa Mais Médicos
voltou a ser motivo de uma ferina disputa entre
o governo federal e as entidades da área de
saúde. Agora, não é mais a atuação dos cubanos
5 o foco da ira dos profissionais brasileiros, e sim
a expansão dos cursos de medicina no país.
No início de junho, os Ministérios da Saúde e
da Educação autorizaram instituições privadas
a oferecer 2.290 vagas de graduação em 36
10 municípios do interior. Por outro edital, foram
selecionadas mais 22 cidades para abrigar
novas escolas no Norte, Nordeste e Centro-
Oeste, regiões vistas como prioritárias, por
possuir maior déficit de profissionais.
15 A reação não tardou. O Conselho Federal de
Medicina e a Associação Brasileira de Escolas
Médicas decidiram criar um modelo próprio de
avaliação dos cursos da área, independente
daquele adotado pelo governo. O Conselho
20 Regional de Medicina de São Paulo prometeu
ingressar na Justiça contra a abertura dos
novos cursos. As entidades acusam o governo
de promover uma expansão indiscriminada
das faculdades de medicina em locais com
25 infraestrutura inadequada, o que colocaria em
risco a qualidade da formação.
(Rodrigo Martins, “Sobre a quantidade de jalecos brancos”. Carta capital, 5 de agosto de 2015. Ano XXI. n. 861)
Com relação aos fragmentos a seguir – adaptados – assinale a opção que constitua o parágrafo correto para completar o texto de forma coesa e coerente.
Nem muros, nem cercas, nem mares. Muito menos passaportes: quando uma pessoa decide abandonar seu próprio país para tentar uma vida melhor em outro lugar, nenhuma dessas barreiras é sufi ciente para dissuadi-la. As fronteiras europeias nunca estiveram tão fechadas e, ao mesmo tempo, nunca tantos imigrantes ilegais entraram no continente. Um estudo da Frontex, agência europeia de vigilância das fronteiras, aponta que, entre julho e setembro de 2014, cerca de 110 mil pessoas chegaram à Europa clandestinamente por terra e sobretudo por mar. Este número é quase três vezes maior do que o pico da Primavera Árabe, em 2011.
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Até então, a maior catástrofe do tipo havia sido o naufrágio próximo à ilha de Lampedusa, que fez 366 vítimas fatais em 2013. Na época houve uma grande mobilização para o caso, chamando a atenção para a realidade dos imigrantes clandestinos. Logo após o ocorrido, a marinha italiana lançou uma operação humanitária e militar batizada Mare Nostrum, que tinha como objetivo socorrer pessoas à deriva.
(Adaptação da reportagem “Por um porto seguro”, de Amanda Lourenço (revista Caros amigos, ano XIX, nº 220, julho 2015)