Questão
ID 763294Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Funções Sintáticas da Palavra "Que"
Ano: 2013 Banca: EPCAR - Escola Preparatória de Cadetes do Ar Órgão: Ministério da Defesa - Aeronáutica
TEXTO III
SOMOS SÓ PARTE DA IMENSA DIVERSIDADE
Protagonista do filme “Colegas”, que estreou sexta, fala da vida com a síndrome de Down e de como se sente igual a todos.
Protagonista do filme “Colegas”, do diretor
Marcelo Galvão, o ator Ariel Goldenberg, 32, se define
como um “guerreiro”. E ele é. Guerreiro down, diga-se.
Down de síndrome de Down mesmo.(...)
5 O sonho do guerreiro, agora é se firmar na
carreira de ator (pensa em atuar em uma novela) e
estudar para se tornar diretor também.
Abaixo, entrevista de Goldenberg, em que revela o
segredo de seu sucesso e dá dicas sobre como os pais
10 de crianças com Down podem ajudar seus filhos.
Como você avalia o seu desempenho no filme?
Eu dei a minha alma para que o Stallone
expressasse a realidade de um down que luta para
materializar seus sonhos. Stallone sou eu. Tenho
15 orgulho de dizer que fizemos o filme todo em um take
só. Gravamos direto, não houve a necessidade de
refazer cenas porque os atores se esqueceram do texto,
ou porque não colocaram verdade nos personagens.
Você alguma vez se sentiu discriminado por ser
20 down?
Uma vez. E foi, por coincidência, em um
cinema. Eu e a Rita estamos acostumados a ir ao
cinema toda sexta-feira. Sempre fomos tratados com
respeito, mas, naquele dia, o gerente se recusou a
25 aceitar que pagássemos meia-entrada, que é um direito
assegurado aos downs. Ficou claro que ele não nos
queria lá. Me subiu o sangue na hora.
Como você conheceu a Rita?
Entrei no site “Grandes encontros”, que é uma
30 sala de bate-papo para pessoas com deficiência, e a
encontrei. O que ela tem de mais? Nada. Apenas uma
alma pura e os olhos azuis bonitos. Casamos nos rituais
judaico, religião da minha família, e no católico, da
família da Rita.
35 Você se sente um cara diferente das pessoas
comuns?
Não. Eu me sinto igual a todo mundo. Nós
downs perante a sociedade somos downs, mas, perante
Deus, somos normais. É claro que eu sei que temos
40 uma cópia a mais do cromossomo 21. Mas todo dia
nasce um bebê torto, ou loiro, ou moreno, ou mais
inteligente ou menos. Nós somos apenas parte da
imensa diversidade dos seres humanos. Por isso, somos
normais.
E ter filhos, você e a Rita não planejam?
Não. Porque dá muito trabalho formar um filho
com a síndrome. E há a probabilidade muito grande de
termos um filho com a síndrome. Eu não quero arriscar.
CAPRIGLIONE, Laura. Folha de São Paulo. 04 de março de 2013.
“Eu dei a minha alma para que o Stallone expressasse a realidade de um down que luta para materializar seus sonhos.” (l. 12 a 14)
Assinale a alternativa correta em relação aos termos sublinhados acima.