Questão
ID 759990Disciplina: Medicina
Assunto: História Clínica
Ano: 2019 Banca: CIAAR - Centro de Instrução e Adaptação Órgão: Ministério da Defesa - Aeronáutica
Glória, 52 anos, sem doenças conhecidas, sem uso rotineiro de medicações, com últimos exames de rotina (incluindo laboratório, mamografia e avaliação ginecológica) realizados há menos de 6 meses encontrandose sem alterações, queixa-se há 4 meses de dor no peito e falta de ar. Também queixa cefaleia quase que diária. Reclama de dor em ambos os calcanhares quando faz uso de calçados sem salto. Relata lombalgia quando faz esforço mais intenso. Acha que a pele fica muito ressecada no frio quando não faz uso de hidratantes corporais. Informa que desde ontem iniciou com quadro de rinorreia hialina e prurido nasal após usar um produto novo de limpeza. Passa mal quando ingere maçã. Foi ao cardiologista particular por conta própria que realizou um ECG e um ecocardiograma e informou que a paciente estava “boa do coração”. Quando perguntada sobre seus medos, começa a chorar e informa que tem receio de morrer a qualquer momento, pois sua irmã, hipertensa e um ano mais velha que Glória, havia morrido há 6 meses com problemas cardíacos. Eram muito unidas e bem parecidas, a ponto das pessoas perguntarem se eram gêmeas. Acha que o cardiologista não quis contar a verdade sobre seu possível problema cardíaco, a fim de poupá-la, já que havia perdido uma irmã há pouco tempo. Após uma conversa aberta com Glória, ela conseguiu se acalmar e entender que seus sintomas de dor no peito e falta de ar estavam claramente relacionados ao que vivenciou ao perder sua irmã. Ao final, acreditou ser desnecessário o uso de qualquer medicação.
Considerando o Método Clínico Centrado na Pessoa, o principal componente aplicado a essa situação foi