Questão
ID 759716Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Crônica
Ano: 2019 Banca: CIAAR - Centro de Instrução e Adaptação Órgão: Ministério da Defesa - Aeronáutica
Instruções: As questões de 16 a 22 se referem ao texto a seguir.
O buraco negro
Não entendo, mas me comovo.
Antônio Prata(*)
1. Sinto-me como se assistisse a um filme do David Lynch: o cérebro não compreende tudo, mas os pelos do braço, arrepiados, sim.
2. Por dez dias, em 2017, o megatelescópio auscultou o coração da galáxia M87 e gerou tantos dados que não foi possível transmiti-los via Internet. Como sobre cosmologia o meu assombro só não supera a minha ignorância, deixo-os com os que entendem do assunto. Leiam com atenção e atentem para o que eles dizem.
3. “Usando a então novíssima teoria da relatividade geral de Einstein, o físico alemão Karl Schwarzschild calculou pela primeira vez o que aconteceria se fosse possível comprimir a massa de uma estrela além de um determinado limite.” (Salvador Nogueira, na Folha).
4. Os buracos negros supermassivos, porém (como é o caso na M87), parecem ter outra origem. “Ninguém sabe como tais Gigantes do Nada podem ter se formado. Os cientistas também ignoram o que se passa com o que quer que caia num buraco negro e que forças reinam lá no centro, onde, teoricamente, a densidade se aproxima do infinito, fundindo o computador da natureza” (Dennis Overbye, NYT).
5. Horizonte de Eventos, nome do projeto, é como se chama o limite em torno de um buraco negro a partir do qual a gravidade é tão forte que o que quer que o cruze será sugado. “É isso que as imagens de hoje significam: nossa primeira contemplação desse esotérico abismo no próprio tecido do espaço” (Salvador Nogueira).
6. “A teoria da relatividade trouxe nova concepção do cosmos, na qual o espaço-tempo podia girar como a pá de uma batedeira e até desaparecer para sempre no bucho de um buraco negro” (NYT).
(*) Escritor e roteirista.
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2019/04/o-buraco-negro.shtml>. Acesso em: 24 abr. 2019. Adaptado.
Ao citar várias vozes para compor a crônica, é correto afirmar que o autor agrega ao texto um caráter