Questão
ID 739378Disciplina: Artes
Assunto: Modernismo
Ano: 2004 Banca: CESPE CEBRASPE - Centro de Seleção e de Promoção de Eventos UnB Órgão: Instituto Rio Branco
É na visão retrospectiva que se descobrem as características (boas ou más) da cultura nacional, cuja originalidade não precisa ser proposta nem defendida, mas pode ser constatada e criticada. A liberdade de criação será maior se o artista, o escritor ou o pensador, como Machado de Assis e Clarice Lispector, não tiverem de criar uma arte, uma literatura ou um pensamento supostamente nacionais.
Uma tal perspectiva não significa abdicar do nacional em detrimento do universal, do local em detrimento do global, pois, se o universalismo pode ser visto como uma invenção eurocêntrica, a universalidade não tem centro. Embora desigual e assimetricamente, valores, idéias, expressões culturais e costumes — nacionais e locais — migram, farão isso mais freqüentemente com a maior facilidade das comunicações e sempre terão o potencial de universalizar-se. As obras de Machado e Clarice, sem deixar de ser brasileiras, são um claro exemplo dessa possibilidade de universalização.
João Almino. De Machado a Clarice: a força da literatura. Apud: Carlos Guilherme Mota (organizador). Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500–2000) – a grande transação. São Paulo: SENAC, 2000, p.79 .
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando os múltiplos aspectos da cultura, julgue os itens seguintes.
Ao longo do século XX, especialmente a partir dos anos 1930, o processo de modernização econômica e política do país — de que seriam símbolos o fim da República Velha e o esforço de industrialização — se fez acompanhar de sensível renovação em determinadas áreas da cultura, como na música — a exemplo da obra de Heitor Villa-Lobos — e na pintura — com o trabalho de Portinari.