Questão
ID 69111Disciplina: Artes
Assuntos: Arte/Educação Contemporânea, Intervenção, Performance e Instalação
Ano: 2014 Banca: INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira Órgão: Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes
Guillermo Gómez-Peña é um artista performático, nascido na Cidade do México em 1955. Em 1978, emigrou para os Estados Unidos. Sua obra é intertextual. Em sua estética experimental, mistura políticas ativistas, humor espanhol e participação do público para criar o que ele chama de "experiência total". Estas características também são encontradas em seus textos escritos.
"Hoje, depois de 24 anos cruzando esta maldita fronteira (fronteira entre México e Estados Unidos), em ambas as direções, a pé, de carro e de avião, enquanto escrevo este texto, eu me pergunto se ainda assim importa quando isso aconteceu. Neste ponto, percebo que o espaço entre o meu passado remoto chicano[1]/mexicano e meu futuro é imenso e que minha identidade pode ziguezaguear livremente entre os dois. No final das contas, foram a minha arte e literatura que me deram uma cidadania plena. Eu inventei meu próprio país conceitual. No "mapeamento reverso" das minhas performances e escritos, chicano e latinos americanos vêm a se tornarem a cultura dominante com o Espanhol como língua franca, enquanto os Anglos mono culturais são um minoria em curso, incapaz de participar na vida pública de "meu" país por sua relutância em aprender espanhol e abraçar a nossa cultura".
[1] Mexicano que vive nos Estados Unidos.
GOMEZ-PEÑA, Guilhermo. Al otro lado del espejo mexicano: Reflexiones de un artista fronterizo.
Disponível em: http://www.mexartes-berlin.de. Acesso em: 15 jul.2014 (adaptado).
Em relação ao texto de Gomez-Peña, avalie as afirmações a seguir.
I. Gomez-Peña direciona seu discurso para o que sente e pensa por meio da escrita. Mas uma imagem pode ser um texto pintado, uma poesia pode ser um texto escrito, uma música pode ser um texto cantado etc. No ensino de arte é possível a experimentação intertextual, e o estudante pode performar e se expressar por meio de intertextualidades. II. Gomez-Peña, em trânsito entre as realidades espaciais de seu país de nascimento, o México, e do país onde vive hoje, os Estados Unidos, transpõe para a arte sua problemática. Ele cria um "mapeamento reverso", em que sua identidade e seu sentimento de pertencimento estão em seu corpo, e não em um país. O corpo e a fidelidade a si constituem o país do artista. III. Gomez-Peña realiza um discurso em favor da maioria dos povos latinos e não-latinos que falam a língua espanhola e que, no entanto, se sujeitam à minoria de língua inglesa de povos mono culturais. Essas são questões pessoais do artista, que não devem perpassar os conteúdos do ensino de arte. IV. Gomez-Peña fala sobre sua arte de modo intertextual. Com sua "experiência total", o artista propõe para o ensino de arte uma articulação entre performance, identidade e políticas ativistas, de modo que as minorias possam se educar na cidadania.
É correto apenas o que se afirma em