Questão
ID 638698Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Casos Obrigatórios de Crase
Ano: 2017 Banca: IDECAN - Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional Órgão: Corpo de Bombeiro Militar do Distrito Federal
Texto para responder às questões de 06 a 09.
Poema de circunstância
Onde estão os meus verdes?
Os meus azuis?
O Arranha?Céu comeu!
E ainda falam nos mastodontes,
nos brontossauros, nos tiranossauros
Que mais sei eu...
Os verdadeiros monstros, os Papões,
são eles os arranha?céus!
Daqui
Do fundo
Das suas goelas,
Só vemos o céu, estreitamente, através de suas
empinadas gargantas ressecadas
Para que lhes serviu beberem tanta luz?!
Defronte
À janela onde trabalho
Há uma grande árvore...
Mas já estão gestando um monstro de permeio!
Sim, uma grande árvore... Enquanto há verde,
Pastai, pastai, olhos meus...
Uma grande árvore muito verde... Ah,
Todos os meus olhares são de adeus
Como o último olhar de um condenado!
(Mario Quintana. In: Literatura comentada. São Paulo: Nova Cultural, 1990.)
“Defronte / à janela onde trabalho”. A ocorrência de crase vista no verso destacado possui a mesma justificativa observada em: