Questão
ID 575721Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Reorganização e Reescrita de Orações e Períodos
Ano: 2018 Banca: FCC - Fundação Carlos Chagas Órgão: Câmara Legislativa do Distrito Federal
Para responder as questões de números 37 a 39, leia o texto a seguir, adaptado de “Responsabilidade coletiva”, da filósofa política alemã Hannah Arendt (1906-1975), uma das mais influentes pensadoras do século XX. Neste texto, ela dialoga com o trabalho do “senhor Feinberg”.
Ainda seguindo o argumento do senhor Feinberg, diria que duas condições têm de estar presentes para a
responsabilidade coletiva: devo ser considerado responsável por algo que não fiz, e a razão para minha responsabilidade
deve ser o fato de eu pertencer a um grupo, o que nenhum ato voluntário meu pode dissolver, isto é, o meu pertencer ao
grupo é completamente diferente de uma parceria de negócios que posso dissolver quando quiser. A questão da
5 “transgressão cooperante no grupo” deve, obviamente, ser deixada em suspenso. Esse tipo de responsabilidade, na minha
opinião, é sempre política, quer apareça na forma mais antiga em que toda uma comunidade assume a responsabilidade por
qualquer ato de qualquer de seus membros, quer no caso de uma comunidade ser considerada responsável pelo que foi feito
em seu nome. O último caso tem, é claro, mais interesse para nós, porque se aplica, para o bem e para o mal, a todas as
comunidades políticas, e não apenas ao governo representativo. Todo governo assume a responsabilidade pelos atos e
10 malfeitorias de seus predecessores, e toda nação pelos atos e malfeitorias do passado. Isso é verdade até para os governos
revolucionários, que podem negar o compromisso com os acordos contratuais estabelecidos pelos seus predecessores.
Quando Napoleão Bonaparte se tornou governante da França, ele disse: “Assumo a responsabilidade por tudo o que a
França fez desde os tempos de Carlos Magno até o terror de Robespierre. Em outras palavras”, disse ele, “tudo isso foi feito
em meu nome”
(Responsabilidade e julgamento. Trad. Rosaura Einchenberg. São Paulo: Companhia das Letras, 2004, p. 216-217)
É correta a seguinte assertiva: