Questão
ID 568795Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Exemplificação
Ano: 2012 Banca: CESPE CEBRASPE - Centro de Seleção e de Promoção de Eventos UnB Órgão: Câmara dos Deputados
1 Antes de tudo, a gramática normativa depende da
linguística sincrônica, ou gramática descritiva, para não ser
caprichosa e contraproducente. Regras de direito que não
4 assentam na realidade social, depreendida pelo estudo
sociológico puro, caem no vazio e são ou inoperantes ou
negativas até. Assim, também, só é altamente nociva uma
7 higiene que não assenta em verdades biológicas. Não se
compreende uma situação inversa. Depois, mesmo quando
convém a correção de um procedimento linguístico (porque
10 marca desfavoravelmente o indivíduo do ponto de vista da
posição social, ou porque prejudica a clareza e a eficiência da
sua capacidade de comunicação, ou porque cria um cisma
13 perturbador em um uso mais geral adotado), é preciso saber a
causa profunda desse procedimento, para poder combatê-lo
na gramática normativa. Finalmente, a norma não pode ser
16 uniforme e rígida. Ela é elástica e contingente, de acordo com
cada situação social específica. O deputado não fala na rua, ao
se encontrar com um amigo, como falaria em uma sessão da
19 Câmara. E assim por diante.
Joaquim Mattoso Câmara Jr. In: Evanildo Bechara.
Estudo da língua portuguesa: textos de apoio.
Brasília: FUNAG, 2010, p. 308-9 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue os itens seguintes.
No período “O deputado não fala na rua, ao se encontrar com um amigo, como falaria em uma sessão da Câmara” (l.17-19), o autor utiliza-se da exemplificação como recurso para sustentar a argumentação desenvolvida no texto.