Questão
ID 568785Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Possibilidades de Paralelismo
Ano: 2012 Banca: CESPE CEBRASPE - Centro de Seleção e de Promoção de Eventos UnB Órgão: Câmara dos Deputados
1 É verdade que quase todo mundo tem suas
preferências, detesta algumas construções, prefere a pronúncia
de alguma região etc. Mas o linguista precisa manter uma
4 atitude científica, com atenção constante às realidades da
língua e total respeito por elas. Se ele verifica que as pessoas
dizem frases como “Se você ver ela, fala com ela pra me
7 telefonar”, precisa reconhecer essa construção como legítima
na língua. Por outro lado, em um texto escrito, ele
provavelmente encontraria outra frase, que igualmente precisa
10 ser reconhecida. As duas coexistem, cada qual no seu contexto.
O linguista, cientista da linguagem, observa a língua como ela
é, não como algumas pessoas acham que ela deveria ser.
13 Condenar uma construção ou uma palavra ocorrente como
incorreta é mais ou menos como decretar que é “errado” que
aconteçam terremotos. Eles acontecem, e um cientista não tem
16 remédio senão reconhecer os fatos. O objetivo dos linguistas é
descrever e explicar, e não, prescrever formas certas e proibir
formas erradas. Para nós, “certo” é aquilo que ocorre na língua.
Mário A. Perini. Gramática do português brasileiro. São Paulo:
Parábola Editorial, 2010, p. 20-1 (com adaptações).
Julgue os itens subsequentes, relativos ao texto acima.
Preservando-se o sentido original e a correção gramatical do texto, o trecho “e um cientista não tem remédio senão reconhecer os fatos” (l.15-16) poderia ser assim reescrito: um cientista, se não aceitar os fatos tal como são, não conseguiria explicá-los.