Questão
ID 558932Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Exemplificação
Ano: 2006 Banca: FCC - Fundação Carlos Chagas Órgão: Banco do Brasil
Atenção: As questões de números 9 a 14 referem-se ao texto abaixo.
Em todo o continente americano, a colonização européia teve efeito devastador. Atingidos pelas armas, e mais ainda pelas epidemias e por políticas de sujeição e transformação que afetavam os mínimos aspectos de suas vidas, os povos indígenas trataram de criar sentido em meio à devastação. Nas primeiras décadas do século XVII, índios norte-americanos comparavam a uma demolição aquilo que os missionários jesuítas viam como “transformação de suas vidas pagãs e bárbaras em uma vida civilizada e cristã.” (Relações dos jesuítas da Nova França, 1636). No México, os índios comparavam seu mundo revirado a uma rede esgarçada pela invasão espanhola. A denúncia da violência da colonização, sabemos, é contemporânea da destruição, e tem em Las Casas seu representante mais famoso.
Posterior, e mais recente, foi a tentativa, por parte de alguns historiadores, de abandonar uma visão eurocêntrica da “conquista” da América, dedicando-se a retraçá-la a partir do ponto de vista dos “vencidos”, enquanto outros continuaram a reconstituir histórias da instalação de sociedades européias em solo americano. Antropólogos, por sua vez, buscaram nos documentos produzidos no período colonial informações sobre os mundos indígenas demolidos pela colonização.
A colonização do imaginário não busca nem uma coisa nem outra.
(Adaptado de PERRONE-MOISÉS, Beatriz, Prefácio à edição brasileira de GRUZINSKI, Serge, A colonização do imaginário: sociedades indígenas e ocidentalização no México espanhol (séculos XVI-XVIII)).
A autora cita as comparações feitas pelos indígenas norteamericanos e mexicanos