Questão 3386832

Língua Portuguesa · 2013

Questão

ID 3386832

Disciplina: Língua Portuguesa

Assunto: Sintaxe

Ano: 2013 Banca: FEPESE - Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos Órgão: Defensoria Pública do Estado de Santa Catarina


Texto

“Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige atos normativos e comunicações.

(…)

A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição que dispõe, no artigo 37: “A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (…)”. Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda administração pública, claro está que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e comunicações oficiais.

(…)

Não se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de forma obscura, que dificulte ou impossibilite sua compreensão. A transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que um texto legal não seja entendido pelos cidadãos. A publicidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão.

(…)

Acrescente-se, por fim, que a identificação que se buscou fazer das características específicas da forma oficial de redigir não deve ensejar o entendimento de que se proponha a criação – ou se aceite a existência – de uma forma específica de linguagem administrativa, o que coloquialmente e pejorativamente se chama burocratês. Este é antes uma distorção do que deve ser a redação oficial, e se caracteriza pelo abuso de expressões e clichês do jargão burocrático e de formas arcaicas de construção de frases.

A redação oficial não é, portanto, necessariamente árida e infensa à evolução da língua. É que sua finalidade básica – comunicar com impessoalidade e máxima clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalístico, da correspondência particular, etc.

Manual de redação da Presidência da República . Gilmar Ferreira Mendes e Nestor José Forster Júnior. – ed. rev. e atual. – Brasília : Presidência da República, 2002.



Considere o seguinte trecho:

“A redação oficial não é, portanto, necessariamente árida e infensa à evolução da língua. É que sua finalidade básica – comunicar com impessoalidade e máxima clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalístico, da correspondência particular, etc.

Analisando-o do ponto de vista sintático, avalie as afirmativas abaixo:

1. Os termos “árida e infensa”, são complementos nominais do termo “redação oficial” a quem se referem e com os quais concordam em gênero e número.

2. O verbo “impor” no contexto em que se insere deve ser classificado como transitivo direto e indireto. Os termos “certos parâmetros” e “uso que se faz da língua” são seus objetos direto e indireto, respectivamente.

3. A crase presente em “à evolução da língua” ganha amparo sintático na contração de uma preposição – exigida pelo termo “infensa” e de um artigo que define a palavra “evolução”.

4. O termo “daquele” refere-se à expressão “uso que se faz da língua”.

5.Em “comunicar com impessoalidade”, o termo sublinhado é adjunto adverbial, já que, quanto à predicação verbal, o verbo “comunicar” é intransitivo.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

Alternativas da questão 3386832
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