Questão
ID 3192457Disciplina: Fisioterapia
Assunto: Lesões dos Membros Superiores
Ano: 2024 Banca: INSTITUTO UNIFIL Órgão: Prefeitura Municipal de Carlópolis
As fraturas que ocorrem em idosos estão relacionadas a um impacto de alta energia, como queda, ou fraturas por fragilidade com mecanismos de baixa energia causadas pela osteoporose. E, qualquer fratura resultante de queda da própria altura ou menor é considerada fratura por fragilidade. A dor crônica após uma fratura e nos estágios posteriores de recuperação também é uma queixa frequente e, essa dor tem impacto negativo no retorno às atividades normais, pode restringir a participação social e reforçar a inatividade. Portanto, a atuação do fisioterapeuta é de suma importância nesses casos, tanto para realizar as condutas necessárias quanto para realizar orientações ao paciente ou à família desse. Diante do exposto, analise as assertivas a respeito das fraturas do punho em idosos e assinale a alternativa correta.
I. A fratura do rádio distal (FRD) é uma fratura bastante comum entre pessoas com mais de 50 anos, ocorre após uma queda da própria altura sobre a mão estendida. Essa prevalência reflete a associação entre FRD e perda óssea por osteoporose em pessoas idosas. As fraturas do rádio distal geralmente são fechadas, envolvem encurtamento radial e fragmentação com desvio dorsal e, a maioria dessas fraturas é tratada conservadoramente com redução e imobilização, porém a fixação com uso de placas as vezes se faz necessária.
II. A maioria dos pacientes com fratura do rádio distal pode esperar boa recuperação 1 ano após a lesão, mas nem todos os indivíduos com este tipo de fratura ficará sem dor e sem deficiência, pois em alguns casos há a persistência da dor intensa e a incapacidade moderada a grave. Idade avançada, sexo feminino, consolidação viciosa ou pseudoartrose, altos escores iniciais de dor, afastamento remunerado do trabalho durante o tratamento e nível socioeconômico/nível de educação mais baixo estão associados a uma recuperação insatisfatória. Nesses indivíduos, os fisioterapeutas devem realizar um exame de avaliação mais abrangente para compreender a origem da dor, as percepções da dor, as estratégias de enfrentamento e as metas de ocupação nesses pacientes, em um esforço para reduzir o risco de incapacidade.
III. O desvio secundário de uma fratura do rádio distal após a redução fechada é incomum, sendo que os indivíduos com maior risco de desvio secundário incluem homens com mais de 30 anos, fraturas com cominuição e desvio radial. Pacientes com esses fatores de risco não devem ser considerados para monitoramento rigoroso durante o curso da reabilitação. Um progresso significantemente rápido pode indicar instabilidade e justificar exames adicionais por parte do ortopedista. As complicações mais incomuns são irritação de tendão ou nervo, síndrome de dor regional complexa, síndrome do túnel do carpo, além de neuropatias persistentes dos nervos mediano, ulnar ou radial. As intervenções fisioterápicas não necessitam de modificações para tratar os sintomas decorrentes dessas complicações.
IV. O tratamento inicial inclui elevação, exercícios para amplitude de movimento e exercícios das articulações não imobilizadas para conter o edema e a rigidez, assim como manter a integridade dos sistemas musculoesqueléticos. Após a imobilização para uma fratura tratada conservadoramente, a fisioterapia tem um efeito favorável na extensão, função e dor do punho.
V. Os indivíduos saudáveis com osteopenia ou osteoporose costumam fazer a transição para um estilo de vida fisicamente ativo após a fratura do rádio distal. Dor, incapacidade e medo de cair não contribuem para essa transição. Na fratura do rádio distal, como em outras fraturas, é desnecessário ao fisioterapeuta monitorar e tratar as perdas na atividade física e nas atividades de vida diária.