Questão
ID 3189402Disciplina: Fisioterapia
Assunto: Ortopedia e Traumatologia
Ano: 2025 Banca: INSTITUTO UNIFIL Órgão: Prefeitura Municipal de Santa Mariana
A atuação do fisioterapeuta no pré e pós-operatório dos distúrbios ortopédicos e traumatológicos consiste na avaliação, na construção de objetivos e no planejamento do tratamento a ser empregado para cada tipo de paciente. Cada fase do processo de recuperação exige diferentes condutas e diferentes tipos de cuidados. Logo, o fisioterapeuta deve saber quais são os procedimentos e recursos adequados para cada fase do processo operatório de distúrbios ortopédicos e traumatológicos. Além disso, deve compreender o momento correto de evoluir as condutas e as cargas, promovendo a independência do paciente em seu leito. A respeito da intervenção fisioterapêutica no pós-operatório dos distúrbios ortopédicos e traumatológicos, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) A fisioterapia atua desde o primeiro dia após a cirurgia até a alta completa do paciente do processo de reabilitação neuromusculoesquelética. É importante ressaltar que o profissional fisioterapeuta que faz parte da equipe hospitalar normalmente indica o tratamento e repassa as informações do paciente para o profissional em clínica, para que este dê continuidade ao tratamento de reabilitação. Assim, o fisioterapeuta hospitalar tem como função principal restaurar a função, principalmente de locomoção, o mais rápido possível, para que o paciente tenha o mínimo de independência.
( ) A mobilização precoce a partir de exercícios passivos e/ou ativo-assistidos é necessária, mesmo quando há contraindicação. As condutas dentro do hospital não serão dirigidas pela equipe multidisciplinar que atende o paciente, pois os profissionais estudam o caso do paciente individualmente e atuam de forma compartimentada, para que o paciente seja mais bem assistido. Assim, os profissionais têm a capacidade de avaliar melhor todas as condições do paciente, desde o nível clínico até o nível fisioterapêutico. É importante ressaltar que os pacientes não terão diferenciação em seus tratamentos, de acordo com idade, sexo, nível de condicionamento físico, pois independente das suas características clínicas, todos receberão o mesmo tratamento, seguindo, portanto, um protocolo.
( ) A sedestação ao lado do leito e o início dos treinos de marcha são importantes evoluções do paciente com relação à sua independência. Inicialmente, o fisioterapeuta evolui com mudanças de decúbitos, até que o paciente fique em posição sentada, para depois iniciar o treino de sedestação. É importante ressaltar que a posição sentada favorece o controle de tronco, essencial para a posição em sedestação. Essas condições são para pacientes que evoluíram para quadros mais graves e que ficaram maior tempo imobilizados, portanto, acamados. Já os pacientes sem muitas complicações ficarão em sedestação o mais rápido possível, quando for permitido, para que não percam essa função.
( ) Além das condutas respiratórias, que são importantes, o fisioterapeuta deverá estar atento ao retorno das funções normais do paciente, de acordo com a cirurgia realizada, o nível de complexidade e a comorbidade do paciente. Dentro do âmbito hospitalar, poderão ser realizados os exercícios de mobilização passiva e ativa, evoluindo para a resistida, quando for o caso. A mobilização passiva possui objetivos de mobilização articular, manutenção das propriedades musculares de distensão e tensão, retorno venoso, manutenção da integridade das estruturas articulares. A mobilização ativa por sua vez, promove os mesmos benefícios somados à reparação do controle neuromuscular, à manutenção da contratilidade e à estimulação do sistema cardiorrespiratório.
( ) O treino de marcha consistirá em passos iniciais distantes do leito, que evoluirão para idas ao banheiro desacompanhado, assim como movimentação fora do quarto. Além disso, os dispositivos de marcha poderão atrapalhar no deslocamento do paciente, oferecendo certa dependência com relação a acompanhantes. Os auxiliares podem ser os andadores, mas comumente são as muletas, pois permitem maior estabilidade e apoio para o paciente. Esses dispositivos são também contraindicados nos casos de fraqueza muscular, instabilidade articular, fadiga, dor e dificuldade de equilíbrio. Além disso, dispositivos como as muletas também podem servir para o aumento da carga imposta no membro inferior afetado.
( ) Os recursos baseados em termoterapia poderão auxiliar na melhora da circulação e remoção dos catabólitos inflamatórios, na melhora do metabolismo tecidual, no aumento da permeabilidade capilar, na analgesia, na redução dos espasmos musculares, na melhora da oferta de nutrientes e oxigênio e no aumento da extensibilidade do tecido conjuntivo, melhorando o processo de cicatrização. A eletroterapia poderá ser uma ferramenta fisioterapêutica no tratamento para a melhora da contração muscular ou para a analgesia; em outros casos, as correntes poderão oferecer efeitos de recuperação tecidual, assim como redução de edemas e catabólitos locais. Outro recurso utilizado para a analgesia é a crioterapia, que também promove a redução das condições inflamatórias em processos agudos provocados pela cirurgia. Sendo assim, o fisioterapeuta dará evolução ao paciente de acordo com as condutas gerais e com as condições especiais e individuais de cada paciente.