Questão
ID 3056513Disciplina: Psicologia
Assunto: Luto
Ano: 2025 Banca: NUCEPE UESPI - Núcleo de Concursos e Promoção de eventos Órgão: Universidade Estadual do Piauí
Ricardo, 28 anos, solteiro, sofreu um grave acidente de trânsito que resultou na necessidade de uma amputação traumática e de urgência de sua perna direita, acima do joelho. Ele é um jovem ativo, praticante de esportes e trabalha como entregador, dependendo totalmente da sua mobilidade. Ricardo está no pós-operatório imediato, confuso, com dor intensa e oscilando entre a negação e a raiva. Ele se recusa a olhar para o local da amputação, questiona a equipe médica e repete incessantemente: "Minha vida acabou. Eu não sou mais eu." Sua mãe, Lúcia, 55 anos, está em choque e se sente culpada por ter insistido para que ele trocasse o pneu do carro naquele dia. Ela chora silenciosamente ao lado da cama, sem saber como confortar o filho, e sua presença parece aumentar a irritação de Ricardo. Além do sofrimento emocional, Ricardo relata à enfermeira uma dor excruciante no pé direito que não existe mais, um fenômeno conhecido como dor do membro fantasma.
A amputação de membro, mesmo sendo um evento cirúrgico, é psicologicamente vivenciada como uma perda que deflagra um processo de luto. Helena, psicóloga hospitalar, é acionada para iniciar o acompanhamento psicológico do paciente e da família.
Considerando o processo de luto e a atuação da psicóloga hospitalar Helena, analise as afirmações a seguir:
|. O luto de Ricardo é pela perda da integridade corporal, da funcionalidade e da identidade, e a negação e raiva manifestadas são reações esperadas do luto pós-perda.
Il. Na mãe, Lúcia, a culpa e o choque são manifestações do luto pela perda da saúde e da imagem corporal do filho, sendo a intervenção da psicóloga essencial para validar seu sofrimento e orientála sobre como apoiar Ricardo.
III. A dor do membro fantasma é um fenômeno exclusivamente neurológico e não deve ser objeto de intervenção psicológica, pois o foco da psicóloga Helena deve ser nas questões emocionais.
IV. O luto antecipatório, embora mais comum em doenças crônicas terminais, pode ser identificado em Lúcia, a mãe, que já está vivenciando a perda da "normalidade" e do futuro idealizado do filho, antes mesmo do início da reabilitação.
Assinale a alternativa CORRETA.