Questão
ID 2946958Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Assunto: Eleições e Sistema Eleitoral
Ano: 2024 Banca: EXAME Auditores & Consultores Órgão: Prefeitura Municipal de Minduri
Texto 1
Leia: Fake news nas eleições: como podemos combatê-las?
As eleições estão carregadas com as mais distintas expectativas. Para analistas e formuladores de políticas públicas, uma das maiores preocupações em relação às campanhas eleitorais está relacionada à elaboração de possíveis estratégias para combater as fake news nas eleições.
O Brasil fornece o cenário perfeito para que a guerra informativa tome conta do debate político. Não apenas pela forte polarização ideológica, mas também pela ampla utilização de redes sociais pelos brasileiros com acesso à internet. As redes sociais se tornaram um terreno fértil para fomentar a polarização dos discursos por meio do impulsionamento de notícias falsas e da utilização de algoritmos. Estes, por sua vez, nos dão a sensação de viver em uma "bolha", em que todos os nossos contatos pensam de forma parecida com a nossa. Sendo assim, o que se pode fazer para combater as fake news nas eleições?
Fake news e a guerra informativa no mundo
[...] Em 2018, a Alemanha se tornou um dos primeiros países com legislação para combater discursos de ódio e fake news. A França está considerando fazer o mesmo. Segundo a lei, as redes sociais possuem 24h após o recebimento de uma queixa para excluir este conteúdo. O prazo se estende para sete dias quando o caso for mais complexo. Além disso, as empresas são obrigadas a produzir um relatório anual sobre as postagens excluídas e seus motivos. As críticas à nova legislação alemã estão ligadas à opção do governo alemão em deixar para as empresas – em vez de tramitações judiciais – a tarefa de barrar usuários e excluir conteúdos. Este ponto dificultaria a exposição dos motivos pelos quais postagens individuais foram excluídas. Além de abrir espaço para que postagens sejam excluídas de forma arbitrária e sem que as autoridades fiquem sabendo.
No Brasil, o Marco Civil da Internet determina que as redes sociais (e outros provedores de serviços) não são responsáveis pelos conteúdos publicados nestas plataformas. Segundo ele, cabe à rede social remover ou não conteúdos (caso não estejam nos termos de uso, por exemplo).
Fake news e a guerra informativa no Brasil
No Brasil, o contexto de grande polarização política é promissor para a utilização de notícias falsas e outras armadilhas digitais. Como armadilhas digitais, podemos citar as fake news e também outros mecanismos de proliferação da desinformação, como os perfis-robôs (bots). Até mesmo as chamadas junk news – ou "notícias enviesadas" – , que são notícias desatualizadas e/ou descontextualizadas, que confundem quem lê.
As fake news nas eleições estão presentes, pelo menos, desde as eleições de 2014. Elas foram decisivas em processos mais recentes, como o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Segundo a Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (DAPP/FGV), perfis falsos chegaram a gerar mais de 10% do debate político durante as eleições de 2014. O mesmo estudo aponta que estes perfis representaram quase 20% das interações no Twitter entre os eleitores de Aécio Neves. Após Dilma vencer, boatos sugeriam fraudes nas urnas eletrônicas. Estes boatos foram utilizados como justificativa pelo PSDB para pedir recontagem de votos. Fraude que a própria auditoria do partido desmentiu.
Uma novidade da reforma eleitoral para as eleições 2018 é investir em postagens impulsionadas em redes sociais, como o Facebook. Candidatos poderão pagar para refinar seus discursos e distribuir material de campanha para públicos específicos. Tornando o discurso o mais atraente possível para cada público-alvo. Isso permitirá que os candidatos consigam dizer para determinado público exatamente o que ele quiser ouvir. Para Pablo Ortellado, professor da Universidade de São Paulo (USP), as fake news são sintoma da polarização política do país e a perspectiva de possibilidade de financiamento desta polarização durante o período eleitoral de 2018 é preocupante.
Laura Lammerhirt
Fonte: https://www.politize.com.br/fake-news-nas-eleicoes/
Analise as afirmativas:
I. Uma das maiores preocupações para analistas e formuladores de políticas públicas em relação as campanhas eleitorais estão na elaboração das fake news nas eleições.
II. De acordo com o Marco Civil da internet, no Brasil, redes sociais e outros provedores de serviços são responsáveis pelos conteúdos publicados nestas plataformas.
III. A Alemanha se tornou um dos primeiros países com legislação para combater discursos de ódio e fake news em 2018. Segundo a lei, as redes sociais possuem 24h após o recebimento de uma queixa para excluir este conteúdo.
Por inferência, de acordo com Texto 1, marque a alternativa correta: