Questão
ID 2939596Disciplina: Psicologia
Assunto: Estresse
Ano: 2025 Banca: Unochapecó Órgão: Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Saudades
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 25 a 30.
Como o estresse crônico influencia o apetite?
O impacto do estresse crônico pode ir além de enjoos passageiros ou da fixação em açúcar.
Quando o nosso corpo está sob estresse, o fluxo sanguíneo é inundado de açúcar, fazendo com que a insulina (o hormônio que regula os níveis de glicose) fique momentaneamente menos eficaz, explica Sinha.
Com isso, a glicose permanece no fluxo sanguíneo, em vez de ser usada para obtenção de energia, o que causa aumento dos níveis de açúcar no sangue.
É por este motivo que as pessoas que sofrem de estresse crônico correm o risco de desenvolver resistência à insulina e altos níveis de açúcar no sangue a longo prazo. Isso pode gerar ganho de peso ou condições como diabetes.
Por outro lado, ganhar peso pode tornar o nosso corpo mais suscetível a mudanças de apetite.
As pessoas com excesso de gordura corporal são geralmente mais propensas a apresentar resistência à insulina. Isso significa que, quando elas estão estressadas, seu cérebro irá pedir ainda mais açúcar.
"Chamamos isso de ciclo de alimentação antecipada, ou seja, uma coisa leva à outra", explica a psicóloga. "É um círculo vicioso, mais difícil de romper porque ficamos presos nele."
Como parar de comer por estresse?
Elaborar planos para administrar o estresse antecipadamente é uma das melhores formas de evitar comer demais durante um período agitado, indica Storoni.
Não esqueça o básico — e o sono é fundamental.
"Eu sugeriria realmente se concentrar no sono como fator principal, simplesmente porque ele reinicializa o trio de órgãos envolvidos na reação ao estresse", orienta ela.
O sono coloca novamente em equilíbrio aquela pequena parte do cérebro chamada de hipotálamo, a pituitária e as glândulas adrenais, interrompendo a produção dos hormônios do estresse.
"Dormir pouco, na verdade, amplifica todos os desejos e a necessidade de alimentos açucarados, pois a falta de sono faz com que o cérebro precise de mais energia", explica Storoni.
Fazer exercícios também pode melhorar nossa capacidade de substituir o estresse por um estado relaxado, melhorando a função cerebral, segundo ela.
E, se estivermos às vésperas de um período de altas pressões, podemos ajudar a combater o excesso de alimentação por estresse se nos concentrarmos nestes pontos básicos.
"Faça tudo o que mantenha seus parâmetros absolutamente normais", destaca Storoni.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77zy3mjezpo
Considerando os efeitos do estresse crônico no organismo, conforme apresentado no texto-base, identifique a alternativa correta.