Questão
ID 285332Disciplina: Língua Portuguesa
Assuntos: Continuidade (Ou Progressão) Textual, Função Poética, Racionalidade e Emotividade na Comunicação, Viés
Ano: 2025 Banca: Ápice consultoria Órgão: Prefeitura Municipal de Riachão do Bacamarte
\(\,\)
Mágoas - Augusto dos Anjos
\(\,\)
Quando nasci num mês de tantas flores
Todas murcharam, tristes, langorosas
Tristes fanaram redolentes rosas
Morreram todas, todas sem olores
\(\,\)
Mais tarde da existência nos verdores
Da infância nunca tive as venturosas
Alegrias que passam bonançosas,
\(\,\)
Oh! Minha infância nunca teve flores!
Volvendo à quadra azul da mocidade
Minha alma levo aflita à eternidade
\(\,\)
Quando a morte matar meus dissabores.
Cansado de chorar pelas estradas,
Exausto de pisar mágoas pisadas,
Hoje eu carrego a cruz das minhas dores!
\(\,\)
Fonte: ANJOS, Augusto. Mágoas. Eu e outras poesias. Disponível em: <https://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid= 1448 © Luso-Poemas>.
Na terceira e quarta estrofes, o poeta: