Questão
ID 2816818Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Sentidos do texto
Ano: 2023 Banca: COTEC FADENOR - Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino Superior do Norte de Minas Órgão: Prefeitura Municipal de Pedra Azul
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 a seguir para responder às questões que a ele se referem.
Texto 01
As estações da vida
A natureza, com sua sabedoria intrínseca, que promove vida após vida, pode muito nos ensinar... Como discípulos e filhos dela, deveríamos observá-la para aprender sobre nossos ciclos.
As folhas que caem no outono, belas e amarelas como um sol poente, simbolizam o fim de um ciclo vivido. A limpeza das folhas traz o silêncio da renovação, tempos frios de metamorfoses inteiras; para depois exibirem as mudanças em época primaveril de cor, vivacidade e esperança.
Dados os tempos de germinação, vem a colheita no verão. Época quente, que abriga a vida frutificada e adulta. Tempos das águas que inundam o solo para prepará-lo para sua grande metamorfose que encerra e renova o ciclo.
Como filhos da natureza, somos como ela: desde um simples dia até nossas vidas como um todo.
Durante o dia, acordamos como a primavera e iniciamos nossa produtividade. Depois de algumas horas, atingimos nosso auge, no trabalho e no pensamento. Usufruído o auge, vem o cansaço, horas de se recolher, soltar as folhas, começar a preparar para o silêncio do sono, que consagra o final do ciclo e início do próximo.
Já na vida, nascemos e brincamos como a primavera: colorida, alegre e vivaz. Terminada a primavera, entramos na sabedoria do verão. Dias mais intensos, nos quais preparamos a colheita de frutos outrora semeados. Colhidos os frutos, absorvemos a beleza outonal da meia idade, tão inspiradora por sua poesia, magia e beleza. E, por fim, soltamos nossas folhas vagarosamente para que o frio da morte embale nosso corpo; para renascermos em outros tempos de primavera e aprendizado.
Essa é a sabedoria natural, a lógica dos nossos ciclos. Porém, por algum motivo, os homens parecem não gostar da natureza como ela é. Insistem em serem flores perfumadas mesmo com as pétalas murchas; prolongam em demasiado os tempos de colher os frutos, fazem esforços hercúleos para que suas folhas não caiam e evitam, a todo custo, a grande metamorfose da morte invernal. Assim, deixam de usufruir da poesia do outono ou da leveza da primavera. [...]
Disponível em: https://www.facebook.com/rubemalvesoficial/posts. Acesso em: 2 jan. 2023. Adaptado.
Analise a seguir as comparações subjetivas de acordo com o texto.
I. Primavera = juventude.
II. Verão = meia-idade.
III. Outono = vida adulta.
IV. Inverno = velhice.
V. Verão = juventude.
De acordo com o texto, estão CORRETAS