Questão 2783276

Língua Portuguesa · 2023

Questão

ID 2783276

Disciplina: Língua Portuguesa

Assunto: poema

Ano: 2023 Banca: IDCAP - Instituto de Desenvolvimento e Capacitação Órgão: Faculdade de Ensino Superior de Linhares


O texto seguinte servirá de base para responder à questão 7.

Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,

Que viva de guardar alheio gado;

De tosco trato, d' expressões grosseiro,

Dos frios gelos, e dos sóis queimado.

Tenho próprio casal, e nele assisto;

Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;

Das brancas ovelhinhas tiro o leite,

E mais as finas lãs, de que me visto.

Graças, Marília bela,

Graças à minha Estrela!

Eu vi o meu semblante numa fonte,

Dos anos inda não está cortado:

Os pastores, que habitam este monte,

Com tal destreza toco a sanfoninha,

Que inveja até me tem o próprio Alceste:

Ao som dela concerto a voz celeste;

Nem canto letra, que não seja minha,

Graças, Marília bela,

Graças à minha Estrela!

Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura/Instituto Nacional do Livro, 1957. (Obras completas de Tomás Antonio Gonzaga, I).

No poema, o eu lírico descreve sua vida e atividades, enfatizando sua independência e habilidades. Analise as afirmativas abaixo:

I.O eu lírico é um vaqueiro que vive de cuidar do gado de outros fazendeiros.

II.O eu lírico possui seu próprio gado de quem ele mesmo cuida.

III.O eu lírico é um pastor que toca hábilmente sanfona com e canta músicas famosas de grandes poetas.

IV.O eu lírico é um poeta que acredita ser melhor do que Alceste em habilidade musical.

É correto o que se afirma em

Alternativas da questão 2783276
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