Questão
ID 2705171Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Inferência Textual
Ano: 2022 Banca: Objetiva Concursos Órgão: Prefeitura Municipal de Arroio do Tigre
Amazônia está mais próxima de devastação irreversível, aponta Nature
Está cada vez mais difícil para a Floresta Amazônica se recuperar de secas, queimadas e derrubada de árvores. É o que descobriu um estudo publicado na revista Nature Climate Change, que sugere que o ecossistema se aproxima do chamado ponto de não retorno.
Este é um ponto de inflexão, e a partir dele ocorre uma transição brusca: a floresta úmida e densa se transformaria em um cenário com menos biodiversidade e com vegetação degradada, dominada por arbustos e gramíneas. É a chamada “savanização” da Amazônia – só que sem a biodiversidade de uma savana original.
Não é possível prever exatamente quando isso vai acontecer. Mesmo desestabilizado, o ecossistema pode persistir até uma seca severa ou um grande incêndio, por exemplo, levá-lo ao limite. “Quando o ponto de não retorno for observável, provavelmente será tarde demais para pará-lo”, afirma Niklas Boers, pesquisador da Universidade Técnica de Munique (Alemanha) e um dos autores do estudo.
Cientistas podem analisar o quão próximo um ecossistema está de um ponto de não retorno a partir de simulações de computador, que tentam prever a evolução de um sistema climático. No entanto, segundo os pesquisadores do novo estudo, esses modelos produzem uma grande variedade de resultados – então, eles recorreram a observações diretas da floresta.
Os cientistas perceberam que, desde o início dos anos 2000, três quartos da Floresta Amazônica perderam resiliência, ou seja, a capacidade de se recuperar de perturbações (secas, queimadas, desmatamento). É uma perda de estabilidade do ecossistema.
De acordo com estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), o desmatamento da floresta foi 56,6% maior entre 2018 e 2021 em comparação aos três anos anteriores. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), por sua vez, registrou que, entre 2020 e 2021, houve o pior nível de desmatamento dos últimos 15 anos: mais de 13 mil km².
Segundo Boers, a Amazônia está caminhando em direção ao seu ponto de não retorno por conta de dois fatores: o desmatamento e a emissão de gases causadores do efeito estufa. “Se tirarmos um desses fatores da equação, acredito que o sistema seria capaz de lidar com a devastação. É exatamente isso que se deve dizer aos governos brasileiro, colombiano e peruano: parem o desmatamento hoje”.
(Fonte: Abril - adaptado.)
Em conformidade com o texto, analisar os itens abaixo:
I. Um dos métodos usados pelos cientistas para analisar a situação é a observação direta das florestas.
II. O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia sinaliza um aumento do desmatamento de 2018 a 2021, em comparação a anos anteriores.
III. De acordo com o cientista Niklas Boers, não há o que se possa fazer: o sistema amazônico já não é capaz de lidar com a devastação.
Está(ão) CORRETO(S):