Questão
ID 2623914Disciplina: Fisioterapia
Assunto: Reumatologia
Ano: 2024 Banca: INSTITUTO UNIFIL Órgão: Prefeitura Municipal de Carlópolis
Considerada uma artropatia reumática sistêmica crônica e progressiva com surtos inflamatórios, a espondilite anquilosante acomete principalmente o esqueleto axial mas também as articulações periféricas. Diagnósticos precoces podem reduzir de forma significativa os efeitos incapacitantes causados pela espondilite anquilosante e, minimizar o impacto da doença nos pacientes e no sistema de saúde é um grande desafio. Diante do exposto, analise as assertivas a respeito da espondilite anquilosante e assinale a alternativa correta.
I. A manifestação clínica mais incomum é a dor nas articulações sacroilíacas e/ou na coluna lombar, que pode irradiar para os membros inferiores, com parestesia. Inicialmente pode haver fases de melhora e de piora do quadro álgico, podendo apresentar sintomas por dias e até meses, mas, com a completa instalação da doença, a dor ocorre diariamente. Os sintomas, em geral, pioram com o calor local e a mobilização articular e melhoram com o repouso, por isso o paciente geralmente apresenta melhora da dor pela manhã e à noite, associada à flexibilidade matinal.
II. Apesar de ter uma expressão clínica mais evidente no sistema musculoesquelético, pode-se observar a extensão do acometimento para vários órgãos de outros sistemas. As manifestações extra-articulares mais comuns são: inflamação ocular, psoríase e inflamação intestinal. Já as cardíacas, pulmonares, renais e neurológicas são consideradas incomuns. A presença frequente de alguns sintomas gerais, como fadiga, perda de peso e febre, também pode estar associada.
III. O tratamento consiste no controle da dor, preservação da função e melhora da mobilidade e da qualidade de vida em curto, médio e longo prazo, controlando os sintomas articulares, extraarticulares e a fadiga e evitando também os danos estruturais. O manejo da espondilite anquilosante a longo prazo requer uma combinação de tratamento medicamentoso, fisioterapia e intervenções psicossociais, necessitando de uma abordagem multiprofissional em todas as fases.
IV. A fisioterapia é uma parte importante do manejo da espondilite anquilosante. Independentemente de a doença estar ativa ou não, é sempre recomendado realizar fisioterapia, exercícios e parar de fumar. Exercícios regulares e educação são os pilares do tratamento não farmacológico para reduzir a sintomatologia. Assim como em qualquer condição crônica, a educação e o apoio do paciente são vitais no manejo da espondilite anquilosante.
V. A escolha dos melhores recursos fisioterapêuticos para o paciente depende da avaliação cinéticofuncional e da identificação dos objetivos, que serão propostos de forma individualizada. O exercício piora a função, aumenta a atividade da doença e pode aumentar a dor, e a fisioterapia supervisionada por sua vez, pode piorar a eficácia dos programas de exercícios e levar ao aumento rápido e duradouro da sintomatologia da espondilite anquilosante.