Questão
ID 2597579Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Leitura Analítica
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC - Fundação Universidade Empresa de Tecnologia e Ciências Órgão: Prefeitura Municipal de Tapejara
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Pesquisadores estão criando um “Wall-E do espaço” para limpar a órbita da Terra
- Para levar _____ cabo a árdua missão de fazer uma limpa na órbita terrestre, tamanho não
- é documento. É o que motiva um grupo de pesquisadores do Instituto Politécnico Rensselaer,
- em Nova York, a criar um pequeno satélite robótico que promete ser de grande ajuda nesse
- desafio. Qualquer semelhança com o robô do filme Wall-E não é mera coincidência. No filme,
- uma animação de 2008 produzida pela Pixar Studios, um planeta Terra soterrado pelo lixo, no
- ano de 2100, é o lar do solitário e simpático robozinho, que passava seus dias rodando a
- superfície e cuidando do lixo que a humanidade deixou para ______ antes de abandonar o
- planeta. No ritmo em que a poluição da órbita terrestre está se agravando, uma realidade
- distópica semelhante _______ do filme parece estar se construindo. Só que no espaço.
- Segundo uma estimativa da Agência Espacial Europeia, ______ 128 milhões de minúsculos
- fragmentos menores que um centímetro e 34 mil objetos maiores que 10 centímetros perdidos
- em órbita. Pequeno ou grande, qualquer lixo espacial pode fazer estragos em espaçonaves,
- satélites ou estações espaciais: eles viajam a 28,2 mil quilômetros por hora. Um fato
- preocupante é que a quantidade observada de detritos está crescendo mais depressa do que a
- taxa em que novos objetos são colocados no espaço. “Isso é um indicativo de que os estágios
- iniciais da Síndrome de Kessler podem estar acontecendo”, alerta Kurt Anderson, professor de
- engenharia e líder do projeto. A síndrome citada prevê um momento em que a órbita terrestre
- estará tão saturada de lixo que as colisões entre um pedaço e outro vão sair do controle. Será
- o início de uma reação em cadeia, de um efeito dominó que deixará a órbita baixa inutilizável.
- Conforme a comunidade espacial ganha consciência sobre o problema e fica mais disposta
- a resolvê-lo, especialistas no mundo todo estão em busca de soluções para tornar sustentáveis
- os lançamentos de foguetes e operações espaciais. Isso inclui satélites capazes de “se matar”
- na atmosfera terrestre antes de perderem completamente a função, e sondas que atuem como
- garis celestiais e limpem os detritos que já estão lá em cima.
- É justamente isso que o OSCaR promete fazer. Batizado com a sigla em inglês para Captura
- e Remoção de Espaçonaves Obsoletas, o projeto de baixo custo criado por Anderson e seus
- alunos consiste em três cubos de 10 centímetros grudados um no outro, cada um
- desempenhando funções distintas e vitais. No módulo do “cérebro” ficam o GPS para a
- navegação, o armazenamento de dados, comunicação, além dos sistemas térmicos e elétricos.
- Em outro, está o propelente e o sistema propulsor para movimentar o “pequeno gari”. E, por
- último, mas de forma alguma menos importante, o terceiro cubo contém o aparato necessário
- para a captura dos detritos. Além de quatro redes e cabos para apanhar pedaços de lixo espacial,
- há também sensores de radar para que o OSCaR localize seus alvos na vastidão do espaço.
- Quase todo o processo ocorre autonomamente, com os controladores tendo de se envolver muito
- pouco. Depois de cinco anos em missão, o mecanismo arrasta a si próprio e aos resíduos
- capturados atmosfera adentro, destruindo-os por completo.
- Anderson e seus alunos estão aperfeiçoando os algoritmos para testar o dispositivo primeiro
- em terra firme, ainda neste ano, e futuramente no espaço. As expectativas são grandes. “Nós
- imaginamos um dia em que poderemos mandar lá para o alto toda uma frota, um esquadrão de
- OSCaRs para irem juntos atrás de grandes amontoados de lixo”, diz o professor. Pelo menos, o
- trabalho do Wall-E dos nossos tempos não será tão solitário quanto o do desenho.
Fonte: (https://super.abril.com.br/ciencia/cientistas-estao-criando-wall-e-do-espaco-para-limpar-a-orbita-da-terra/). Texto adaptado especialmente para esta prova.
O sentido de realidade distópica (l. 08-09) no texto, é de: