Questão
ID 2545120Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Emprego dos Tempos Verbais
Ano: 2015 Banca: FUNCAB - Fundação Professor Carlos Augusto Bittencourt Órgão: Conselho Regional de Contabilidade de Rondônia
Texto 2 para responder às questões de 08 a 10.
AMOR DE LONGO ALCANCE
Durante anos, separados pelo destino, amaram-se a distância. Sem que um soubesse o paradeiro do outro, procuravam-se através dos continentes, cruzavam pontes e oceanos, vasculhavam vielas, indagavam. Bússola da longa busca, levavam a lembrança de um rosto sempre mutante, em que o desejo, incessantemente, redesenhava os traços apagados do tempo.
Já quase nada havia em comum entre aqueles rostos e a realidade, quando, enfim, numa praça se encontraram. Juntos, podiam agora viver a vida com que sempre haviam sonhado.
Porém cedo descobriram que a força do seu passado amor era insuperável. Depois de tantos anos de afastamento, não podiam viver senão separados, apaixonadamente desejando-se. E, entre risos e lagrimas, despediram-se, indo morar em cidades distantes.
COLASSANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Sao Paulo, Círculo do Livro, 1986. p.16.)
Texto 1 para responder às de 01 a 10.
AMOR MENINO
Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo às colunas de mármore, quanto mais a corações de cera! São as as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar que terem durado muito. São como as linhas, que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino; porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. De instrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere: abre-lhe os olhos, com que vê que não via; e faz-lhe as asas cnm que voa e A razão natural de toda essa diferença é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhe enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não amar e o ter amado muito, de amar a menos.
Pe. ANTONIOVIEIRA. Sermoos.SOOPaulo, Ed. dasAméricas. 1957. v.5,p.159-60.
Sobre os tempos verbais de ambos os textos, verifica-se que: