Questão
ID 2460634Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Inferência Textual
Ano: 2021 Banca: CPCON UEPB - Comissão Permanente de Concursos da Universidade Estadual da Paraíba Órgão: Conselho Regional de Educação Física da 10ª Região
Feita a leitura do texto, responda às questões (13), (14) e (15):
O CHEFE ESTÁ DE OLHO
O home office prometia liberdade aos funcionários, mas a realidade é bem diferente. Cada vez mais empresas usam softwares para monitorar os colaboradores - AMAURI SEGALA
O CHEFE ESTÁ DE OLHO
- A adoção do home office por empresas de diversos setores levou a uma série de análises apressadas. Alguns
- especialistas disseram que os escritórios sumiriam do mapa (claro que houve uma transformação, mas o
- desparecimento está longe). Outros afirmaram que o trabalho a distância impulsionaria os comércios locais,
- já que, ao ficar mais tempo em casa, as pessoas realizariam maior parte de suas compras nos arredores da
- residência. Isso não ocorreu por uma simples razão: com a explosão do comércio eletrônico, foram as
- corporações gigantescas que mais se expandiram. A terceira projeção imprecisa diz respeito à liberdade para
- cumprir a labuta diária. No trabalho a distância, cravaram os observadores corporativos, os profissionais
- teriam liberdade para fazer o que bem entendessem, usufruindo do tempo da maneira que considerassem
- adequada. Nada poderia ser mais falso do que a última premissa. No home office os funcionários nunca foram
- tão vigiados pelas grandes companhias, que passaram a usar a tecnologia para fazer marcação cerrada nos
- colaboradores. De certa forma, os chefes jamais estiveram tão atentos aos movimentos dos subordinados –
- cada e-mail, conversa, site visitado ou relatório está na mira de quem manda.
- [...] Para tornar o sistema mais rigoroso, os funcionários receberiam uma pontuação de acordo com as
- informações coletadas pelo software. A ideia da Microsoft parecia tão radical – e recebeu tantas críticas – que
- a companhia decidiu voltar atrás, abandonando o tal sistema de pontuação. “A liberdade de trabalho é uma
- ficção do home office, diz o consultor Eduardo Tancinsky. “Por mais que o mercado tenha mudado nos últimos
- anos, ainda é ousado dizer que o empregado disponha de maneira que quiser do seu tempo, incluindo não fazer
- nada”.
- [...] Até que ponto as empresas têm o direito de controlar o que os funcionários fazem no seu expediente?
- Segundo a nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o monitoramento deve ser limitado ao uso de dados
- relacionados ao trabalho e não é permitido que as companhias tornem públicas as informações obtidas através
- da vigilância. A avaliação de desempenho, porém, não está prevista nas novas regras da LGPD.
- [...] O trabalho a distância, de fato, é uma tendência que veio para ficar. Não significa, porém, que o ambiente
- de trabalho está revirado do avesso. Há desafios pela frente. [...] A tecnologia encurta caminhos e é forte
- aliada, mas não traz resposta para tudo. Esse é um desafio que as empresas terão de superar. (Veja, 10/02/21)
Com relação ao aspecto conteudístico, o texto.
I- nega algumas crenças sobre o modelo de trabalho “Home office”, entre elas a de que os funcionários seriam menos controlados.
II- mostra que o modelo “Home office” vai substituir muito em breve os escritórios, porque os funcionários trabalham com mais liberdade em casa, o que é uma vantagem.
III- afirma que o “Home office” surgiu impulsionado pela pandemia e, quanto à avaliação do desempenho dos funcionários, destaca que é necessário seguir o que está previsto na nova Lei Geral de Proteção de Dados.
IV- ao destacar o fato de os chefes estarem vigilantes quanto ao trabalho dos subordinados, deixa evidente que a relação entre empregador e empregado no modelo “Home office” não é tão diferente do modelo tradicional.
É CORRETO o que se afirma apenas em: