Questão 2385125

Língua Portuguesa · 2018

Questão

ID 2385125

Disciplina: Língua Portuguesa

Assunto: Contraposição

Ano: 2018 Banca: ASSESSORIA E GESTÃO INTEGRADA EM RECURSOS HUMANOS S/C LTDA. ME Órgão: Prefeitura Municipal de Lavrinhas


Leia atentamente o poema Poemas aos homens do nosso tempo - XVI, de Hilda Hilst, escritora brasileira, para responder às questões de 1 a 5.

Poemas aos homens de nosso tempo - XVI

Enquanto faço o verso, tu decerto vives.

Trabalhas tua riqueza, e eu trabalho o sangue.

Dirás que sangue é o não teres teu ouro

E o poeta te diz: compra o teu tempo

Contempla o teu viver que corre, escuta

O teu ouro de dentro. É outro o amarelo que te falo.

Enquanto faço o verso, tu que não me lês

Sorris, se do meu verso ardente alguém te fala.

O ser poeta te sabe a ornamento, desconversas:

“Meu precioso tempo não pode ser perdido com os poetas”.

Irmão do meu momento: quando eu morrer

Uma coisa infinita também morre. É difícil dizê-lo:

MORRE O AMOR DE UM POETA.

E isso é tanto, que o teu ouro não compra,

E tão raro, que o mínimo pedaço, de tão vasto

Não cabe no meu canto.



O poema inteiro trata do eu lírico em primeira pessoa, exceto no verso: “E o poeta te diz: compra o teu tempo”. A autora utilizou-se desse artifício para:

Alternativas da questão 2385125
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