Questão 236435

Língua Portuguesa · 2019

Questão

ID 236435

Disciplina: Língua Portuguesa

Assunto: Paroxítonas

Ano: 2019 Banca: ESA - Escola de Sargentos das Armas Órgão: Escola de Sargentos das Armas


TEXTO PORTUGUÊS


Para que ninguém a quisess0065


Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos

vestidos e parasse de se

pintar.

Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os

decotes, jogasse fora os

sapatos

de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as jóias. E vendo

que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-

lhe os longos cabelos.

Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava

por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.

Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio

pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.

Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas

do desejo inflamado que tivera por ela.

Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de

cetim para enfeitar- lhe o que restava dos cabelos.

Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou

o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita,

enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.



htpp://www.avozdapoesia.com.br/obras_ler.php?obra_id=19263. Acesso em 9 de março de 2018

TEXTO PORTUGUÊS


Para que ninguém a quisess0065


Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se

pintar.

Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os

sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as jóias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.

Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.

Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.

Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.

Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.

Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.



htpp://www.avozdapoesia.com.br/obras_ler.php?obra_id=19263. Acesso em 9 de março de 2018

Assinale a alternativa em que todas as palavras são consideradas paroxítonas na escrita:

Alternativas da questão 236435
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