Questão 2347368

Língua Portuguesa · 2021

Questão

ID 2347368

Disciplina: Língua Portuguesa

Assunto: Desinência Modo-temporal

Ano: 2021 Banca: VUNESP - Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista Órgão: Prefeitura Municipal de Marília


Leia o texto para responder às questões de números 01 a 08.

Perguntas ao pé da mangueira

A mãe de Leila, Dona Júlia, tinha um hábito que a filha gravou na memória. Quando os problemas em casa se avolumavam e as duas estavam muito tristes, a mãe chamava a filha para conversar no quintal e ambas se sentavam nas raízes de uma mangueira generosa, já acostumada a abrandar choros e a ouvir confidências. Leila era criança, mas a mãe conversava como se a filha fosse adulta – e quase todas as frases terminavam com um ponto de interrogação: “Minha filha, como é que a gente vai fazer? Até quando a gente vai aguentar esta vida? Que eu faço pra te dar uma vida melhor, pra você não sofrer?...”

As perguntas se sucediam. E depois que Dona Julia silenciava, Leila é quem fazia interrogações: “Mãe, por que a senhora estava chorando ontem? Por que a vovó está tão triste? Mãe, como é que a senhora vai fazer pra pagar o armazém?”

Quase não havia respostas na conversa, porque não existiam saídas. Depois que passavam um tempo ali, naquela sombra onde Dona Júlia ensinou todos os filhos a ler desenhando as palavras com pedrinhas no chão, ela se levantava, puxava a filha pela mão e dizia, apontando para a árvore que era o divã delas, a sala de aula e a sala de visitas: “Agora, nós já dependuramos todas as perguntas nos galhos da mangueira. Você vai ver como a gente vai se sentir melhor”. E elas se sentiam melhor. Voltavam, as duas, mais leves para dentro da casa. Para o eterno recomeço.

Leila cresceu consciente da importância das perguntas. E nunca foi cobrar muitas respostas da vida, mas tem a necessidade constante de indagar, quebrar a cabeça, tentar entender ou apenas desabafar o que não entende. Aprendeu a criar mangueiras onde não havia e aprendeu a dialogar com ela mesma, graças aos dias em que a mãe a levava para o pé daquela mangueira.

(Leila Ferreira. Viver não dói. São Paulo: Globo, 2013. Adaptado).



Na frase contida no terceiro parágrafo − Quase não havia respostas na conversa, porque não existiam saídas. –, os verbos destacados estão no tempo passado. Passando-os para o presente, têm-se, respectivamente:

Alternativas da questão 2347368
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