Questão
ID 2202587Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: Inferência Textual
Ano: 2019 Banca: Instituto Consulplan Órgão: Companhia de Desenvolvimento de Guaratinguetá
Olhar o vizinho é o primeiro passo
Não é preciso ser filósofo na atualidade, para perceber
que o “bom” e o “bem” não prevalecem tanto quanto
desejamos. Sob a égide de uma moral individualista, o
consumo e a concentração de renda despontam como metas
pessoais e fazem muitos de nós nos esquecermos do outro, do
irmão, do próximo. Passamos muito tempo olhando para
nossos próprios umbigos ou mergulhados em nossas crises
existenciais e não reparamos nos pedidos de ajuda de quem
está ao nosso lado. É difícil tirar os óculos escuros da
indiferença e estender a mão, não para dar uma esmola à
criança que faz malabarismo no sinal, para ganhar um
trocado simpático, mas para tentar mudar uma situação
adversa, fazer a diferença. O que as pessoas que ajudam
outras nos mostram é que basta querer, para mudar o
mundo. Não é preciso ser milionário para fazer uma doação.
Se não há dinheiro, o trabalho também é bem-vindo. Doar
um pouco de conhecimento ou expertise, para fazer o bem
a outros que não têm acesso a esses serviços, é mais que
caridade: é senso de responsabilidade. Basta ter disposição
e sentimento e fazer um trabalho de formiguinha, pois,
como diz o ditado, é a união que faz a força! Graças a esses
filósofos da prática, ainda podemos colocar fé na
humanidade. Eles nos mostram que fazer o bem é bom e
seguem esse caminho por puro amor, vocação e humanismo.
(Diário do Nordeste. Abril 2008. Com adaptações.)
De acordo com as ideias do texto, infere-se que: